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Governo intensifica ações contra a coqueluche na TI Yanomami

Governo envia equipe emergencial a Surucucu para conter surto de coqueluche na TI Yanomami; oito casos e três óbitos, com crianças em tratamento

Surucucu (RR), 09/02/2023 - Mulheres e crianças yanomami em Surucucu, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • Ministério da Saúde montou uma equipe emergencial para reforçar o atendimento na base de Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, diante do aumento de coqueluche.
  • Já são oito casos confirmados e três óbitos entre crianças da região; os pacientes seguem em tratamento em Boa Vista, com duas crianças liberadas para as aldeias.
  • O grupo, formado por cinquenta profissionais, atua em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami para ampliar prevenção e assistência.
  • A vacinação é a principal prevenção: entre crianças com menos de um ano, o esquema vacinal completo subiu de 29,8% para 57,8%; entre menores de cinco anos, de cerca de 52% para 73%.
  • A TI Yanomami tem mais de 30 mil habitantes e cerca de 376 comunidades; desde a decretação do estado de emergência em 2023, a mortalidade na região caiu 27,6%.

O Ministério da Saúde reuniu uma equipe emergencial para ampliar o atendimento na base polo de Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A ação foi anunciada na última quarta-feira (18) em resposta ao aumento de infecções por coqueluche entre crianças da região. Ao todo, são oito casos confirmados e três óbitos.

A equipe chegou à região na segunda-feira (16) e é formada por especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS. O grupo atuará com o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei), que já realizava coletas e ações de prevenção em aldeias próximas, com apoio de 50 profissionais.

As crianças afetadas estão em tratamento em hospitais de Boa Vista. Duas já retornaram às aldeias, enquanto os demais casos suspeitos seguem sob investigação e acompanhamento. A Mobilização visa ampliar a vigilância, diagnóstico e manejo clínico na região.

Vacinação

A vacinação é o principal meio de prevenção contra a coqueluche. No Brasil, o SUS disponibiliza a imunização para crianças de até 7 anos e gestantes. Dados do Dsei Yanomami apontam avanços: o esquema completo para crianças com menos de 1 ano quase dobrou entre 2022 e 2025, de 29,8% para 57,8%. Entre crianças com menos de 5 anos, o índice subiu de cerca de 52% para 73%.

Desafios e contexto

Em 2023, o Governo Federal decretou estado de emergência na TI Yanomami por desnutrição, malária e mortes causadas pela atividade de garimpo ilegal. Medidas incluíram fechamento de garimpos, controle do espaço aéreo, despoluição de rios, tratamento de água potável e construção de unidades de saúde especializadas.

Segundo o Ministério da Saúde, o Dsei contava com 690 profissionais em 2023; até 2025, o quadro cresceu em 169%, com 1.165 profissionais contratados. A mortalidade na região caiu 27,6% desde a decretação, ainda que lideranças indígenas apontem desafios persistentes. A TI Yanomami é o maior território indígena do Brasil, com mais de 30 mil habitantes e cerca de 376 comunidades.

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