- O presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu manter Guilherme Derrite na relatoria do projeto Antifacção.
- Governistas pressionavam pela troca na relatoria, argumentando que Derrite, oposicionista, promoveu alterações que teriam desfigurado o texto.
- Lindbergh Farias, do PT, disse que a decisão é um erro e que o texto ficou inconsistente.
- O PT deve votar a favor da versão do Senado, relatada pelo senador Alessandro Vieira, aliado do governo.
- O líder da oposição, Cabo Gilberto Silva, comemorou a decisão e disse que Derrite reúne condições para continuar como relator.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu manter Guilherme Derrite na relatoria do projeto Antifacção, encaminhado pelo governo ao Congresso em outubro. A escolha ocorre em meio a críticas da base governista, que alegava desfiguração do texto, e apoio da oposição, que celebra a decisão.
Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, é aliado do governador Tarcísio de Freitas. A oposição o classifica como opositor, o que motivou pressão dos governistas pela troca de relatoria após mudanças consideradas relevantes pela base.
O anúncio de Motta foi feito nesta quinta-feira (19). A expectativa é de que o projeto seja votado na próxima semana, mirando o andamento da pauta no Congresso.
Relação entre governo e relatoria
A decisão recai sobre um opositor, o que já gerou contestação interna. Lindbergh Farias, deputado do PT, afirmou que a escolha é um erro e que Derrite teria promovido alterações que enfraçam o governo. A avaliação aponta para desmantelamento de pontos considerados centrais ao texto original.
Do lado governista, o posicionamento é de que a versão aprovada no Senado, sob a relatoria do senador Alessandro Vieira, está mais aperfeiçoada e pronta para avançar. O partido de Motta sustenta que a nova redação reforça o combate às facções sem prejudicar o aparato de segurança.
Cenário no Senado e próximos passos
A Câmara já havia enviado o texto com mudanças realizadas por Derrite, que chegou a apresentar várias versões do projeto. No Senado, a proposta retornou com alterações que aproximaram o texto do desejo do governo. Deputados analisam agora as mudanças e decidem entre manter a versão senatorial ou retomar o texto da Câmara.
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