- Kleber Cabral, presidente da Unafisco, foi intimado a depor na Polícia Federal; a audiência por videoconferência está marcada para amanhã, conforme apurado pelo UOL, e o processo continua sigiloso.
- A investigação apura vazamentos de informações sobre parentes de membros do STF por servidores da Receita Federal.
- Na operação anterior, a Unafisco disse que auditores foram perseguidos pelo STF, alegando afastamentos e uso de tornozeleira sem devido processo legal.
- Cabral afirmou ao UOL que o STF busca culpados para justificar crises, e reteve lembrança de caso de 2019 em Moraes, quando dois auditores foram afastados sem provas e reintegrados.
- Cabral é servidor da Receita desde 1997, formado pela Universidade de São Paulo, e em 2022 concorreu a deputado estadual em São Paulo pelo Podemos, não sendo eleito.
Kleber Cabral, presidente da Unafisco, foi intimado a depor na Polícia Federal como parte de investigações sobre vazamentos de informações de parentes de membros do STF, envolvendo servidores da Receita Federal. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante operação realizada anteontem.
Cabral deve prestar depoimento por videoconferência, com audiência marcada para amanhã, segundo apurações do portal. O processo que apura os vazamentos permanece sigiloso.
No dia da operação, a Unafisco afirmou que auditores estariam sendo perseguidos pelo STF e criticou a imposição de sanções, como afastamento funcional e monitoramento por tornozeleira eletrônica, sem devido processo. A entidade pediu observância do direito legal aos envolvidos.
Em entrevista ao UOL, Cabral criticou o modo de atuação do STF e citou um caso de 2019, quando Moraes afastou dois auditores suspeitos de vazamento de dados de parentes de ministros. Na ocasião, a investigação não concluiu pela ilegalidade, e os servidores foram reintegrados.
Cabral, que é vice-presidente da Unafisco, atua na Receita desde 1997. É formado em engenharia pela USP (1999) e em direito pela mesma instituição (2004). Em 2022, disputou uma vaga de deputado estadual pelo Podemos, mas não foi eleito. Não houve resposta imediata de Cabral ao UOL sobre a intimação.
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