- STF retoma a primeira sessão plenária após o Carnaval, em meio a desconfiança e desgaste entre ministros.
- A relatoria do caso Master foi transferida de Dias Toffoli para André Mendonça após denúncias envolvendo Toffoli; trechos de reunião vazados ampliaram a tensão.
- O ministro Alexandre de Moraes determinou à Receita Federal que apure acessos de ministros e familiares a informações; a Polícia Federal realizou quatro mandados de busca e apreensão no dia 17, com divulgação dos nomes dos investigados.
- Relacionamento entre Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, e contratos com o Master gerou desconforto entre colegas e levou a discussões sobre a atuação da Presidência da Corte.
- Fachin avalia caminhos para um Código de Ética; governo Lula mantém distância da crise, enquanto o STF busca manter consensos diante de críticas e investigações.
O Supremo Tribunal Federal retoma nesta quinta-feira a primeira sessão plenária após o Carnaval, em meio a desconfianças internas e desgaste entre ministros. O foco está nas consequências de uma reunião vazada e na abertura de investigações envolvendo servidores.
Dias Toffoli perdeu a relatoria do caso Master após denúncias envolvendo seu nome, familiares e fundos ligados ao Master. A redistribuição por sorteio foi para André Mendonça, após uma sessão reservada convocada por Edson Fachin.
Trechos da reunião foram publicados pelo Poder360, ampliando o clima de tensão. Ministros elogiaram Toffoli, mas surgiram dúvidas sobre a origem da gravação, hipótese não confirmada, que afetaria a percepção pública da Corte.
Ações da Receita e investigação
Alexandre de Moraes determinou à Receita Federal a apuração de acessos a informações de ministros e familiares por servidores do órgão. A decisão ocorreu no Carnaval e manteve o STF sob pressão interna.
Na terça-feira, 17, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra servidores suspeitos de acessos ilegais aos sistemas da Receita. Medidas cautelares foram impostas aos investigados e os nomes foram tornados públicos.
Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, teve relação contratual com o Master que ganhou escrutínio público. A divulgação de tais vínculos provocou desconforto entre parte dos ministros e levantou questões sobre influência externa no caso.
Consequências políticas e debates internos
Interlocutores de Fachin indicam que o STF, ao avocar o processo Master, assumiu um ônus político relevante. O tema se soma a um histórico de tensões envolvendo decisões judiciais de grande repercussão.
Internamente, Fachin busca um Código de Ética para o STF, mas enfrenta resistência para obter consenso entre colegas. O cargo de presidente tem poder limitado para resolver as disputas que afloram nos autos.
O governo Lula tem evitado se posicionar ativamente na crise, mantendo distância pública das controvérsias que envolvem a Corte. A pauta, no momento, é a continuidade dos trabalhos e a condução das investigações.
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