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Toffoli e Vorcaro se reuniram 12 vezes entre 2023 e 2025, aponta PF

PF aponta que Toffoli e Vorcaro se encontraram pelo menos uma dúzia de vezes entre dois mil e vinte e três e dois mil e vinte e cinco, com vínculos potenciais ao Banco Master

Ministro do STF, Dias Toffoli, admitiu ter recebido dividendos da Maridt, que tinha participação no resort Tayayá, mas negou ter recebido pagamentos de Daniel Vorcaro. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • A Polícia Federal apura que o ministro Dias Toffoli, do STF, e o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, se encontraram pelo menos uma dúzia de vezes entre 2023 e 2025.
  • Os encontros teriam ocorrido principalmente entre 2023 e 2024, incluindo jantares, eventos sociais e ocasiões com vários convidados.
  • O relatório da PF não detalha o conteúdo dos encontros, apenas registra a coincidência de presença, sem esclarecer conversas ou tratativas específicas.
  • Toffoli deixou a relatoria de processos envolvendo o Banco Master na semana passada; investigações apontaram ligações entre Toffoli e Vorcaro em celulares do banqueiro.
  • A CPI do Crime Organizado pretende votar a convocação de Toffoli para depor sobre o envolvimento com Vorcaro e as relações com a empresa de irmãos, dentro de quatro eixos investigados: emendas, Carbono Oculto, fraudes no INSS e operações com o Banco Master.

O ministro Dias Toffoli, do STF, e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, foram identificados pela Polícia Federal como tendo se encontrado pelo menos 12 vezes entre 2023 e 2025. As ocorrências teriam acontecido principalmente entre 2023 e 2024, em jantares, eventos sociais e encontros com várias pessoas presentes.

Parte dessas reuniões ocorreu sem que haja registro de encontros apenas entre os dois. O relatório da PF menciona coincidência de presença, mas não detalha conversas reservadas ou tratativas específicas. O teor dos diálogos, caso tenha ocorrido, não é informado no documento.

Toffoli deixou a relatoria de processos envolvendo o Banco Master na semana anterior, sob pressão gerada pela proximidade atribuída ao banqueiro. O ministro negou envolvimento, até que indícios de ligações entre ele e Vorcaro foram apontados pela investigação, incluindo mensagens encontradas nos celulares do empresário.

Além dessas revelações, vieram à tona informações de que Toffoli era sócio em empresa de participações imobiliárias ligada a fundos que negociaram cotas de resort no interior do Paraná, envolvendo streaming de ligações com o Banco Master e familiares de Vorcaro. Em meio a esses desdobramentos, o presidente do STF, Edson Fachin, convocou reunião com todos os ministros para tratar do tema, e, por consenso, Toffoli recebeu apoio dos colegas.

Na próxima semana, a CPI do Crime Organizado pretende votar a convocação de Toffoli para depor sobre o envolvimento com Vorcaro e as relações com a empresa de seus irmãos. O relator da comissão, Alessandro Vieira, destacou a necessidade de ouvir o ministro.

Desdobramentos no STF e na CPI

A CPI aponta quatro eixos de investigação que teriam ligação com as operações de lavagem de dinheiro, envolvendo o Banco Master e parceiras como a empresa Master e o grupo ligado a Vorcaro. Entre as linhas estão as emendas parlamentares, operações relacionadas à investigação Carbono Oculto e fraudes envolvendo o INSS.

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