- O bilionário Leslie Wexner afirmou ter visitado a ilha de Jeffrey Epstein apenas uma vez, com a esposa e filhos, durante um cruzeiro, e disse não ter participação ou conhecimento dos crimes do financista.
- Wexner disse ter cortado laços com Epstein há quase vinte anos e não foi acusado de qualquer irregularidade.
- A Justiça dos EUA publicou recentemente milhões de documentos internos que mostram ligações de Epstein com várias figuras proeminentes, antes e depois de ele se declarar culpado em 2008 por prostituição, e sua morte em 2019 foi considerada suicídio.
- Em depoimento por escrito a autoridades, Wexner afirmou: “nunca testemunhei nem tive conhecimento da atividade criminosa de Epstein” e que não foi participante nem coautor.
- A deputada Robert Garcia afirmou que ninguém esteve mais envolvido em financiar os crimes de Epstein do que Wexner; o empresário reconheceu ter sido enganado por um “con-man” de renome.
BILIONÁRIO WEXNER ATESTA VISITA À ILHA DE EPSTEIN E NEGIA CONHECIMENTO DOS CRIMES
O bilionário Leslie Wexner afirmou ter visitado a ilha associada ao financista Jeffrey Epstein, mas negou ter tido conhecimento de qualquer atividade criminosa por parte dele. A declaração foi feita por escrito a legisladores dos Estados Unidos.
Wexner, de 88 anos, disse ter cortado vínculos com Epstein há quase 20 anos e que não enfrenta acusações criminais. O Departamento de Justiça dos EUA tornou públicos milhões de documentos internos sobre Epstein, destacando ligações com figuras de destaque antes e depois de 2008.
Isoladamente, o empresário afirmou que nunca testemunhou nem soube de atividades ilegais de Epstein. Em depoimento de seis horas a investigadores da Câmara, ele buscou esclarecer seu papel no que envolveu o dinheiro gerido por Epstein.
Contexto e desdobramentos
Wexner foi fundador da L Brands, empresa proprietária da Victoria’s Secret, e contratou Epstein como gerente de recursos do empresário a partir dos anos 1980. Alega ter rompido relações com Epstein em 2007, após as primeiras acusações criminais contra o financiista.
O congressista Robert Garcia, membro do comitê de supervisão da Câmara, afirmou que nenhuma outra pessoa teve envolvimento tão próximo quanto Wexner em fornecer apoio financeiro a Epstein para a prática de crimes. A Casa Branca do processo investigativo busca mapear redes de influência ligadas ao caso.
Wexner relatou que visitou a ilha de Epstein por poucas horas, durante um cruzeiro com a esposa e filhos logo após a aquisição do local por Epstein. Segundo o empresário, Epstein desviou valores consideráveis de suas finanças e, após tomar ciência de conduta abusiva e furtos, interrompeu totalmente o contato.
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