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Amapá: Assembleia detalha planos para investigar o caso Banco Master

CPI na Amapá mira investimentos de 400 milhões da Amprev no Banco Master, sob risco de pagamento de inativos e gestão potencialmente temerária

Sede da Amapá Previdência, que teve como presidente indicado de Alcolumbre (Foto: Wedson Castro/Assessoria de imprensa Amprev)
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  • Deputados do Amapá avançam com a ideia de abrir uma CPI para investigar investimentos de R$ 400 milhões da Amprev no Banco Master, ainda sem decisão final no Congresso.
  • A tentativa de apuração parte de alertas sobre aplicações em títulos de alto risco, sem proteção de garantias, que podem comprometer pagamentos a aposentados.
  • Entre os investigados estão Jocildo Lemos, ex-presidente da Amprev, que renunciou após ações da Polícia Federal, e conselheiros que aprovaram os investimentos.
  • No Congresso, embora haja assinaturas suficientes, a leitura dos requerimentos ainda não ocorreu, com o Senado e Câmara citando prioridades e tramitações longas.
  • Se instalada, a CPI no Amapá poderá convocar depoentes, quebrar sigilos e analisar documentos da Amprev; são necessárias oito assinaturas entre 24 deputados, com duas já confirmadas.

Amapá pode abrir CPI para apurar investimentos de 400 milhões da Amprev no Banco Master. Deputados estaduais discutem a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar as aplicações da previdência estadual, em meio a impasses no Congresso Nacional.

A motivação é a alegação de aplicação de recursos em títulos de alto risco, sem garantias de fundos. A preocupação é que a retirada de recursos afete o pagamento de aposentadorias de servidores, especialmente após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central.

Entre os citados estão Jocildo Lemos, ex-presidente da Amprev, que renunciou recentemente após operação da Polícia Federal. Lemos é apontado como ligado politicamente ao senador Davi Alcolumbre; conselheiros que aprovaram os investimentos também aparecem na investigação.

Avanço do tema no Congresso e relação com a família Alcolumbre

Mesmo com assinaturas suficientes para abrir CPIs na Câmara e no Senado, os pedidos permanecem parados. No Senado, Davi Alcolumbre ainda não leu o requerimento; na Câmara, o atraso decorre de a pauta priorizar outras investigações, segundo fontes.

A relação com a família Alcolumbre é alvo de questionamentos. Alcolumbre afirma não haver interferência, enquanto Lemos disse ter sido convidado pelo senador para o cargo. Alberto Alcolumbre, irmão do parlamentar, integrou conselhos da Amprev, responsáveis pela fiscalização de recursos.

O que muda com a eventual instalação da CPI no Amapá?

Caso aprovada, a CPI estadual poderá convocar depoentes, requisitar documentos e quebrar sigilos da Amprev. A meta é apurar se houve gestão temerária ou fraude. A instalação depende de oito assinaturas entre 24 deputados, e duas já foram confirmadas.

Conteúdo produzido pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.

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