- Evo Morales, ex-presidente socialista de Bolívia, reapareceu nesta quinta-feira no núcleo político de Chimoré após quase sete semanas de ausência, endossando candidatos para as próximas eleições regionais.
- O ex-líder foi visto sorrindo com óculos escuros ao chegar de trator a um estádio local, segundo a rádio da sua central de coca, Radio Kawsachun Coca.
- Morales alegou ter contraído chikungunya, doença transmitida por mosquito, dizendo ter ocorrido complicações que o pegaram de surpresa.
- Ele negou rumores de que iria fugir do país, afirmando que ficará na Bolívia para defender a pátria, mesmo com o risco de prisão.
- O contexto envolve a reaproximação entre o governo conservador de Rodrigo Paz e os Estados Unidos, e planos de Morales de participar de uma eventual reunião com Donald Trump em Miami em 7 de março, segundo informações associadas ao entorno político regional.
Bolívia registrou o retorno público de Evo Morales após quase sete semanas de ausência sem esclarecimentos. O ex-presidente, líder histórico do MAS, apareceu em Chimoré, região amazônica, para apoiar candidatos nas eleições municipais e regionais que ocorrerão no próximo mês.
Morales chegou ao estádio Hugo Chávez em Chimoré, no coração do Chapare, a bordo de um trator acompanhado por dirigentes da sua base sindical. A aparição foi divulgada pelo meio de comunicação da coca, Radio Kawsachun Coca.
O ex-chefe de Estado, que governou entre 2006 e 2019, afirmou estar com chikungunya e destacou que a doença pode ser grave, pedindo cuidado à população. Ele negou rumores de fuga e afirmou que permanecerá no país.
O contexto político envolve a presidência de Rodrigo Paz, que assumiu no ano passado, após vencer eleição marcada pela dissolução de quase duas décadas de governo petista. A agenda de Paz tem buscado reaproximar-se dos EUA e retomar cooperações antimáfia.
Paz confirmou encontro com Donald Trump em Miami, marcado para 7 de março, para debater uma cúpula de líderes latino-americanos alinhados com a visão regional dos EUA. A medida ocorre em meio a tensões com a China e a Rússia.
Antes de anunciar os candidatos, Morales fez um discurso intenso, crítico a intervenções estrangeiras e a políticas de repressão de governos de esquerda na região. Segundo ele, o discurso aborda uma geopolítica de propaganda internacional.
O Chapare permanece como base de apoio de Morales, que enfrenta ordem de prisão emitida por autoridades bolivianas vinculadas ao governo de Paz. A região tem forte tradição de cultivo de coca e atividade sindical ligada a Morales.
Fontes locais destacaram que a reabilitação de Morales ocorre em meio a rumores de exílio, fortalecendo a narrativa de lealdade ao movimento que o levou ao poder. O caso envolve questões legais pendentes e tensões regionais.
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