- O governo do Distrito Federal enviou à Câmara Legislativa um Projeto de Lei que autoriza o uso de 12 imóveis como lastro para financiar o Banco de Brasília (BRB).
- Os imóveis incluem o Centro Administrativo do DF (Centrad) em Taguatinga e terrenos no SIA, Parque do Guará, Lago Sul, Asa Norte e Tororó, de titularidade de estatais locais como Terracap e Novacap.
- A ideia é captar recursos para reforçar o caixa do BRB, que enfrenta dificuldades após o envolvimento no caso do Banco Master; a transferência depende da aprovação da CLDF.
- A medida pode ter sido acelerada pela possibilidade de advertência do Banco Central caso aportes não sejam realizados até o próximo balanço, no fim de março.
- O BRB acumula prejuízos estimados em até R$ 5 bilhões ligados ao escândalo do Master, com investigações sobre fraudes financeiras e a necessidade de aumento do patrimônio líquido.
O governo do Distrito Federal enviou à Câmara Legislativa um Projeto de Lei que autoriza o uso de 12 imóveis como lastro para financiar o BRB. A proposta chegou à CLDF na noite de sexta-feira, 20, e depende da aprovação dos deputados.
O objetivo é captar recursos para reforçar o caixa do BRB, que enfrenta dificuldades após envolvimento no escândalo do Banco Master. O governo busca alternativas para evitar impacto financeiro na instituição.
A medida surgiu após a possibilidade de impedimento por parte do Banco Central caso o BRB não apresentasse aportes até o próximo balanço, em fim de março. A intenção é acelerar o processo.
Imóveis incluídos
Entre os ativos listados estão o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad) em Taguatinga e terrenos no SIA, Parque do Guará, Lago Sul, Asa Norte e Tororó, próximos ao Complexo Penitenciário da Papuda.
Os imóveis pertencem a estatais locais, como Terracap e Novacap, e não há confirmação do montante a ser levantado com a garantia. A Câmara deverá decidir a transferência de propriedade ao BRB.
A reviravolta ocorre após prejuízos do BRB ligados ao envolvimento com o Banco Master. Caso o PL seja aprovado, o banco poderá usar os imóveis para captar recursos destinados ao reforço de capital.
A reportagem apurou que, apesar da vantagem estratégica para o BRB, o tema não terá tramitação simples. O GOVERNADOR Ibaneis Rocha detém maioria na CLDF, mas o presidente da casa sinalizou cautela.
Outras fontes consultadas apontam que, com o cenário atual, a aprovação dependerá de ajustes e de uma avaliação detalhada sobre impactos para o patrimônio público. A assessoria do BRB não respondeu até o fechamento.
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