- Ione Belarra rejeita a proposta de Gabriel Rufián para unir a esquerda e permitir que as candidaturas mais fortes disputem em cada província.
- Ela disse que, se o plano for apenas cálculo eleitoral, a conclusão é apoiar o PSOE, por ser a candidatura mais ampla.
- Belarra já havia se distanciado de propostas de ERC, Más Madrid, IU, Comunes e Movimento Sumar, que seriam apresentadas neste sábado em Madrid.
- Em discurso, pediu sair “a sudar esta camiseta” e ressaltou que, às vezes, a qualidade vale mais que a quantidade, citando quatro diputadas de Podemos como mais relevantes que cinco ministros de Sumar, propondo um projeto confederal.
- A dirigente ressaltou que não é aceitável seguir o PSOE a qualquer preço para não fortalecer a direita, afirmando que essa linha pode favorecer a extrema direita.
Ione Belarra, líder do Podemos, rejeitou nesta sexta-feira a proposta apresentada por Gabriel Rufián para unir a esquerda com candidaturas mais fortes por região. Em reunião do Conselho Ciudadano, afirmou que, se o objetivo for apenas cálculo eleitoral, a conclusão é apoiar o PSOE, visto como a maior força.
A dirigente destacou que o Podemos se descolou de propostas de ERC e de alianças com Izquierda Unida, Más Madrid, Comunes e Sumar, anunciadas para o sábado em Madrid. Em discurso, Belarra pediu empenho e reforçou a ideia de um projeto político que valorize qualidade sobre quantidade.
Belarra insistiu na necessidade de manter posições firmes contra a ultradereita e criticou ações que marginalizam a esquerda. Afirmou que não se pode defender acordos que, segundo ela, alimentariam Vox e enfraqueceriam a própria esquerda.
Contexto da discussão entre as forças da esquerda
O porta-voz de ERC, Gabriel Rufián, havia indicado uma janela para que candidaturas mais fortes se destaquem nas diferentes províncias, mas não foi recebido com apoio unânime dentro do Podemos.
O discurso de Belarra também contrasta com elogios feitos por dirigentes de ERC, que durante a semana exaltaram a relevância histórica de figuras do Podemos, sem, contudo, rejeitar críticas a alianças e à atuação governamental anterior.
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