- A PF está na fase final de elaboração de um relatório para subsidiar as decisões de Andre Mendonça no caso Master, com envio previsto ao ministro no início da próxima semana.
- O documento deve apresentar um panorama consolidado do que já foi produzido, incluindo diligências, provas, perícias em andamento e linhas investigativas desde o início do inquérito.
- O relatório detalhará o andamento das análises de aproximadamente 100 aparelhos digitais apreendidos (celulares, computadores e outros), com dados sobre validação de provas e caminhos investigativos em aberto.
- Também será indicado se há necessidade de desdobramentos e novas diligências, como oitivas adicionais, requisições de dados e medidas cautelares, para esclarecer pontos críticos.
- Mendonça poderá usar o material para definir se a investigação fica integralmente no STF, é desmembrada ou volta parcialmente à primeira instância, considerando fojo privilegiado e andamento das evidências.
A Polícia Federal está finalizando um novo relatório sobre as investigações de supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. O documento, preparado para o ministro André Mendonça, deve ser encaminhado ao STF no início da próxima semana. O objetivo é oferecer um panorama consolidado do que já foi produzido pela apuração.
O relatório pretende detalhar diligências, provas recolhidas, perícias em andamento e caminhos investigativos abertos desde o início do inquérito. A ideia é que o novo relator tenha uma visão completa do estágio do caso antes de decidir mudanças de rumo.
As discussões sobre instância e foro são tratadas internamente, segundo fontes ligadas às investigações. Não há, no momento, indicação de derrubada ampla de sigilos, por envolver a identificação de autoridades.
Rumos processuais e foro
O ponto que pode definir a continuidade no STF ou retorno à primeira instância depende da análise de competência. Mendonça deverá avaliar se mantém a investigação integralmente sob o tribunal ou se parte dos fatos deve ir à primeira instância.
O documento incluirá a avaliação sobre o material de prova, especialmente as informações extraídas de cerca de 100 aparelhos digitais apreendidos, como celulares e computadores. A perícia busca cruzar dados para mapear a rede de contatos dos investigados.
Peritos trabalham na extração de dados dos dispositivos em distintas fases da operação. Entre os aparelhos estão os de Vorcaro, cujos itens podem revelar relações e influências relevantes para o caso. Verificações sobre registros financeiros também estão em pauta.
Desdobramentos e próximos passos
O relatório deve indicar quais elementos já foram validados e quais dependem de exames técnicos adicionais. Também deve apontar caminhos de atuação para novas diligências ou fases da operação, como oitiva de testemunhas ou requisições de dados.
Investigadores aguardam que Mendonça decida se a investigação permanece integralmente no STF, se haverá desmembramento ou se parte das apurações retorna à primeira instância. A opção por um modelo híbrido é discutida nos bastidores, com frentes distintas seguindo diferentes caminhos processuais.
O ministro pode revisar decisões anteriores sobre sigilo e organização do material apreendido. Mendonça já sinalizou mudanças na autonomia da PF para periciar dispositivos, mantendo, porém, o sigilo do caso.
A relação de Mendonça com a PF é destacada por aliados como fator facilitador para o andamento técnico da apuração. O histórico do ministro no governo anterior é visto como potencial canal de cooperação, sempre dentro dos limites impostos pela Corte.
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