- A Transparência Internacional criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de intimar o presidente da Unafisco, Kleber Cabral, em plena investigação de quatro auditores no inquérito das fake news.
- A entidade divulgou a acusação de intimidação contra um líder sindical e afirmou que há autoritarismo no STF e declínio democrático brasileiro.
- Cabral, que fala em nome da Unafisco, criticou Moraes e afirmou que a breve intervenção é desproporcional e intimidatória.
- O depoimento de Cabral está marcado para ocorrer nesta sexta-feira, 20, e o STF não se manifestou sobre a decisão, que tramita em sigilo.
- A decisão de Moraes ocorreu após a saída do ministro Dias Toffoli do caso Master; o relator passou a ser o ministro André Mendonça.
A Transparência Internacional criticou a medida do ministro do STF Alexandre de Moraes que determinou o depoimento do presidente da Unafisco, Kleber Cabral. A ação envolve o inquérito das fake news, em andamento há sete anos. O depoimento está marcado para esta sexta-feira.
A declaração de Cabral foi dada em nome da Unafisco, criticando Moraes por ter determinado a investigação de quatro auditores. Em entrevistas, ele afirmou que a atuação pode soar como intimidatória e desproporcional.
O STF manteve a decisão em sigilo, sem que haja divulgação dos argumentos usados pelos ministros. A redistribuição ocorreu após a saída de Dias Toffoli do caso Master; o relator passou a ser o ministro André Mendonça, conforme nota interna divulgada pelos ministros.
Reação e contexto
A Transparência Internacional afirmou, em postagem, que seria um caso de intimidação contra um líder sindical que atua em defesa de auditores. A organização apontou preocupação com suposto autoritarismo no STF e com o que chamou de declínio democrático no país.
Segundo apuração, o depoimento de Cabral ocorre no âmbito do inquérito das fake news, sob sigilo. Não há confirmação oficial sobre os argumentos apresentados pelo ministro Moraes ou sobre eventuais medidas adicionais no caso.
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