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Chiquini vira alvo no STF por publicar vídeo de Dino no Carnaval

Vídeo de Flávio Dino pulando no Carnaval de 2023, publicado por advogado, impulsiona ação no STF e acende debate sobre possível crime de responsabilidade

Jeffrey Chiquini, advogado do ex-assessor Filipe Martins, durante o julgamento da ação penal nº 2693 (núcleo 2). (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • Jeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martins, publicou vídeo em que Flávio Dino aparece pulando carnaval de 2023 e fazendo o “L” em São Luís, usado para embasar ação no STF apresentada por Odair José.
  • Odair José sustenta que o episódio configura ataque ao tribunal e pede abertura de inquérito ou inclusão do caso em investigações já em curso.
  • Chiquini reagiu no X dizendo que Dino o teria acusado no STF e manteve que o vídeo é autêntico, questionando a relação entre Odair José e o ministro.
  • Dino advertiu Chiquini durante sessão da Primeira Turma do STF, em 22 de maio de 2024, sobre o tom da sustentação e mencionou a possibilidade de prisão por desrespeito à ordem da sessão.
  • Em 9 de dezembro de 2025, Chiquini foi retirado da tribuna da Primeira Turma por ordem de Dino, que presidia o colegiado, conforme relato da ocasião.

Um vídeo publicado nas redes sociais por Jeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martins, gerou atuação no STF envolvendo o ministro Flávio Dino. O material mostra Dino em folia de Carnaval em 2023, em São Luís, pulando em um trio elétrico ao lado de Vanessa da Mata e fazendo o gesto conhecido como L, associado à campanha de Lula.

A ação foi apresentada por Odair José, advogado que já exerceu funções no governo do Maranhão na gestão de Dino. Segundo a petição, a publicação representa ataque ao tribunal e poderia justificar abertura de inquérito ou inclusão do episódio em investigações em curso.

Chiquini reagiu às movimentações no X, rede social, ao questionar a suposta denúncia por parte de Dino. O advogado manteve a postagem do vídeo e afirmou a autenticidade das imagens, além de criticar a proximidade entre Odair José e o ministro.

O conteúdo lançou uma ofensiva pública em fevereiro, com Chiquini destacando o momento do Carnaval de 2023, quando Dino era ministro da Justiça e Segurança Pública. Em novas postagens, o advogado sugeriu que houve perseguição a pessoas que teriam compartilhado o vídeo.

Em 22 de maio de 2024, durante sessão da Primeira Turma do STF, Dino teria advertido Chiquini em relação ao tom da sustentação e mencionado a possibilidade de prisão em caso de desrespeito às regras da sessão, segundo relatos da época.

Anos depois, o episódio voltou a ser citado em decisões da Corte. Em dezembro de 2025, houve registro de uma atuação de segurança que retirou o advogado da tribuna, sob orientação de Dino, que presidia o colegiado, conforme relatos de saída de bancada.

Contexto e desdobramentos

A ação envolvendo o vídeo ocorre em meio a tensões entre o STF e defensores de ex-assessores do governo anterior, com o tema centrado na atuação de ministros em pautas políticas. As partes envolvidas dizem respeitar a licença institucional e a necessidade de apurar fatos com base em evidências e procedimentos legais.

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