- Representantes dos Estados Unidos, incluindo Pramila Jayapal, solicitam a libertação de Rodney Taylor, detido no Stewart detention center, na Geórgia, semanas após completar um ano desde a apreensão.
- A carta, enviada em dezoito de fevereiro a Kristi Noem e ao diretor interino do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas, cita preocupação grave com a detenção e com o estado de saúde de Taylor.
- Taylor, que é duplo amputado, enfrenta problemas de próteses mal calibradas, necessidade de novos forros para as próteses, dificuldade de recarregar os aparelhos, pressão alta e outras condições, agravadas pela falta de condições adequadas na prisão.
- Relatos da carta descrevem condições no centro superlotado, incluindo higiene precária, acesso a refeições e dificuldades para uso de banhos com próteses, além de relatos de mofo e sujeira nos sanitários.
- Especialistas e familiares destacam que é incomum um grande grupo de legisladores pedir a soltura por razões médicas, e mencionam que o caso continua sem solução apesar de um habeas corpus em andamento.
Representantes dos EUA solicitam a libertação de Rodney Taylor, detido no Stewart Detention Center, na Geórgia. A demanda envolve 21 membros do Congresso, incluindo a deputada Pramila Jayapal, e foi enviada em 17 de fevereiro à Secretaria de Segurança Interna, Kristi Noem, e ao diretor interino da ICE. Taylor é um barbeiro com dupla amputação que foi detido semanas antes de completar um ano desde a abordagem policial em Loganville, próximo a Atlanta.
Os deputados afirmam que a detenção causa grave sofrimento e agravou problemas de saúde do detainee. O documento cita relatos de dificuldades com próteses, problemas de higiene e condições de alimentação, além de preocupações com a deterioração de sua saúde enquanto permanece sob custódia.
O Stewart Detention Center, operado pela CoreCivic, é apontado como local de casos de superlotação e de condições questionáveis. Segundo a carta, Taylor enfrenta dificuldades com próteses mal calibradas, necessidade de novas proteções nas próteses e limitações de carga de energia, o que agrava seus desconfortos.
Condições de bem-estar e atendimento
A carta descreve ainda que Taylor depende de serviços médicos limitados e que a alimentação é afetada por alterações administrativas na instituição. Famílias relataram dificuldades para acesso a banheiros, com episódios de condições insalubres e de higiene, segundo a correspondência com autoridades. A comitiva enfatiza a urgência de avaliação médica.
Rodney Taylor chegou aos EUA ainda criança, vindo da Libéria em regime de visto médico. Atualmente tem 47 anos, é pai de família e trabalha como barbeiro, atuando em campanhas de prevenção ao câncer. Ele aguarda decisão sobre residência permanente nos EUA e tem habeas corpus pendente desde setembro.
Reações e posição de autoridades
A CORE Civic, empresa que administra o Stewart, informou que não pode comentar por questões de privacidade médica, mas reiterou o compromisso com cuidados seguros e humanos. A ICE não respondeu ao pedido de comentário da imprensa. O material de Jayapal afirma também que casos como o de Taylor são incomuns pela expressiva mobilização de deputados.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que o caso é atípico pela quantidade de parlamentares se posicionando a favor de um detainee de ICE. Um professor de medicina da Universidade da Pensilvânia ressaltou a ausência de dados detalhados sobre pessoas com deficiência no sistema de detenções e que o caso pode evidenciar falhas sistêmicas.
Contexto jurídico e histórico
Taylor integrou uma denúncia de antecedentes penais de adolescência que motivou a detenção, embora o estado da Geórgia tenha concedido perdão em 2010. Ele continua sem libertação sob fiança, apesar de ter apresentado uma petição de habeas corpus a um juiz federal desde setembro. O caso envolve ainda um pedido de regularização de residência permanente nos EUA.
A senadora prática de atuação semelhante em ocasiões anteriores já havia solicitado a avaliação do caso, sem, contudo, pleitear a libertação. Observadores destacam que a repercussão pública e a defesa de direitos humanos nas últimas semanas elevam o perfil de Taylor como caso relevante de tratamento de pessoas com deficiência em detenção.
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