- O deputado Nikolas Ferreira disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está “de quatro para o STF” e criticou a não instalação da CPMI do Banco Master e a não abertura de impeachment contra ministros do Supremo.
- Nikolas afirmou ter feito as críticas após visitar Jair Bolsonaro na manhã deste sábado.
- O parlamentar questionou a representatividade de Alcolumbre e sugeriu que ele não seria reconhecido ao andar pela Avenida Paulista, citando falta de apoio popular.
- Segundo Nikolas, o motivo das críticas é a não pautar a CPMI do Master nem o impeachment dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
- O UOL procurou a assessoria de Alcolumbre para um posicionamento sobre as críticas.
- Nikolas afirmou que pretende atuar para reduzir o poder dos presidentes das Casas (Câmara e Senado) nos próximos anos, destacando que hoje a autonomia dos presidentes permite que decisões vão contra a vontade da maioria.
O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL-MG, declarou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estaria alinhado a interesses do Supremo Tribunal Federal ao não instalar a CPMI do Banco Master nem pautar o impeachment de ministros da Corte. A fala ocorreu após uma visita a Jair Bolsonaro na manhã de hoje.
Ferreira afirmou que Alcolumbre seria submisso ao STF e questionou a representatividade do senador, sugerindo que ele adotaria postura para favorecer o tribunal. As declarações foram feitas depois do encontro entre o deputado e Bolsonaro, na cidade de Belo Horizonte, em um local conhecido como Papudinha.
O deputado também criticou a atuação de Eduardo Bolsonaro, acrescentando que o cenário político está causando desgaste institucional. Ferreira disse que a ausência de ações como a CPMI do Master e o impeachment de ministros do STF é prejudicial ao país. O UOL tentou contato com a assessoria de Alcolumbre, que não respondeu até o fechamento desta edição.
Poder dos presidentes no Congresso
Ferreira afirmou que vai trabalhar para reduzir o poder relativo dos presidentes da Câmara e do Senado. Segundo ele, hoje a autonomia dos chefes das Casas pode impedir a ocorrência de votações, mesmo com posição majoritária contrária aos interesses da maioria.
A fala do parlamentar destaca uma percepção de desequilíbrio entre as forças políticas no Congresso. Entidades e setores que discordam das pautas da gestão atual costumam reclamar apenas quando seus interesses são impactados.
Atribuições e prerrogativas dos presidentes das Casas são apontadas como um entrave para a condução de agendas propostas por diferentes alas políticas. A reação do público e de outros parlamentares ainda está sendo acompanhada pela cobertura local.
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