- A Polícia Civil prendeu o então secretário de Habitação e Regularização Fundiária e Interesse Social de Petrópolis, Guilherme Moreira, sob suspeita de estupro de vulnerável contra uma criança de oito anos e posse ilegal de arma, no Centro do município.
- Durante a ação, foram apreendidas cinco armas — entre elas dois fuzis —, carregadores municiados, munições e aparelhos eletrônicos; os materiais passarão por perícia.
- A investigação começou no dia nove de fevereiro, após a mãe da vítima registrar a ocorrência; a polícia ouviu a vítima e testemunhas e analisou documentos.
- A defesa nega as acusações, afirma que não há provas do estupro de vulnerável e alega que as armas possuem registro ativo e documentação válida.
- A prefeitura exonerou o secretário e afirmou que os fatos não têm relação com a função e que colaborará com as investigações.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta sexta-feira, 20, o então secretário de Habitação e Regularização Fundiária e Interesse Social de Petrópolis, suspeito de estupro de vulnerável contra uma criança de 8 anos e de posse ilegal de arma de fogo. A ação ocorreu no Centro do município, após mandado de prisão expedido pela Justiça.
A investigação, iniciada em 9 de fevereiro após denúncia da mãe da vítima, envolveu oitiva da criança, testemunhas e análise de documentos. Segundo o órgão, o secretário tinha convivência com a menina e, conforme apuração, utilizou a relação para cometer o abuso.
Em nota, a defesa afirmou que o investigado nega os fatos e que há falhas nas provas. A defesa também ressaltou que o homem é CAC com registro ativo de armas, que estariam regularizadas, e criticou a exposição midiática durante o processo.
Investigação e prisão
A Dcav cumpriu o mandado de prisão e, durante a operação, apreendeu cinco armas, dois fuzis, carregadores municiados, munições e aparelhos eletrônicos. Os materiais serão periciados e o alvo autuado por posse ilegal de armamento.
A prefeitura de Petrópolis exonera o secretário ao tomar conhecimento da prisão e das acusações, afirmando que os fatos não estavam ligados às funções exercidas e que está à disposição das autoridades para colaborar.
Defesa e desdobramentos
Segundo o escritório de advocacia que representa o suspeito, a defesa acompanha o andamento do inquérito e reforça a presunção de inocência e o direito de defesa. A polícia informou que as investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas.
A apuração segue sob responsabilidade das autoridades civis, com o objetivo de esclarecer os fatos e apurar eventuais irregularidades.
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