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Brasil entra no top 10 em ranking da OCDE sobre modernização de governos

Brasil sobe seis posições e fica em décimo no Índice de Governo Digital da OCDE 2025, empatando com o Chile e sinalizando avanços em serviços digitais

Brasil: país sobe seis posições em ranking que avalia eficácia da digitalização de governos (Rafael Henrique/SOPA Images/Getty Images)
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  • Brasil ficou em décimo lugar no Índice de Governo Digital da OCDE de 2025, subindo seis posições desde 2023 (16º), com nota acima da média de 0,79 e empatando com o Chile.
  • O ranking listou, na ordem, Coreia do Sul, Austrália, Portugal, Reino Unido, Dinamarca, Estônia, Irlanda, Noruega e França, com critérios que incluem eficiência da digitalização, infraestrutura, segurança de dados, transparência e facilidade de uso.
  • A média do ano foi de 0,70, com maiores ganhos em Setor público orientado por dados, Orientado pelo usuário e Proatividade; as próximas mudanças devem envolver processos na nuvem e infraestrutura pública digital.
  • A OCDE ressaltou o progresso dos países citados, mesmo diante de críticas ao funcionamento e à estabilidade do gov.br, site central das operações governamentais.
  • O governo brasileiro aposta em tecnologia quântica para aumentar a segurança dos serviços digitais; o ICP-Brasil terá certificados digitais com novos algoritmos, via instrução normativa publicada no Diário Oficial, com implementação prevista para o primeiro semestre de 2026.

O Brasil entrou no top 10 do Índice de Governo Digital da OCDE 2025, que avalia como governos modernizam serviços para usuários. O país subiu seis posições em relação a 2023, alcançando a décima posição com nota 0,79, empatando com o Chile.

Entre os destaques do ranking, aparecem Coreia do Sul, Austrália, Portugal, Reino Unido, Dinamarca, Estônia, Irlanda, Noruega e França, na ordem de colocação. A avaliação leva em conta a eficiência do serviço ao usuário, infraestrutura técnica, segurança de dados e transparência de processos.

A OCDE aponta que a média do índice foi 0,70 neste ano, fruto de avanços em várias dimensões. Os maiores ganhos ocorreram em serviços orientados por dados, pelo usuário e na proatividade das plataformas governamentais.

O estudo também indica que grandes mudanças futuras devem ocorrer em nuvem e na infraestrutura pública digital, com foco em ampliar a abertura de dados e a interoperabilidade entre plataformas.

A avaliação ocorre em meio a críticas sobre o funcionamento e a estabilidade do gov.br, o portal que concentra as principais operações digitais do governo. A OCDE considera positiva a evolução, ainda que enfrente desafios técnicos.

Gov.br será mais modernizado

A gestão pública federal aposta na tecnologia quântica para fortalecer a segurança dos serviços digitais. O ITI adicionará novos algoritmos criptográficos aos certificados digitais da ICP-Brasil.

A mudança foi publicada como instrução normativa no Diário Oficial, com previsão de entrada no primeiro semestre de 2026. A norma já está em vigor, substituindo regulamentações anteriores.

A implantação deve ocorrer gradualmente, começando pela primeira versão prevista para o próximo ano. O objetivo é aprimorar a segurança de assinaturas e de documentos digitais utilizados pelo governo.

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