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Caso Marielle: Primeira Turma julga acusados de mandar matar vereadora

Primeira Turma do STF inicia julgamento de cinco réus pelo caso Marielle; decisão sobre condenação ou absolvição ocorre em sessões previstas para terça e quarta

Primeira Turma do STF decide se abre ação penal contra acusados do caso Marielle — Foto: Andressa Anholete/SCO/STF
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  • O STF começa, nesta terça-feira, 24 de fevereiro, o julgamento penal contra cinco réus acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em 2018, no Rio de Janeiro.
  • As sessões ocorrem na Primeira Turma do Supremo: às 9h e 14h na terça (24) e às 9h na quarta (25).
  • Réus: Domingos Brazão, Francisco Brazão (Chiquinho Brazão), Rivaldo Barbosa, Ronald Paulo de Alves Pereira e Robson Calixto Fonseca; respondem por homicídio qualificado e, no caso dos Brazão e de Robson, organização criminosa.
  • O relator é o ministro Alexandre de Moraes; integram a turma Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
  • A Procuradoria-Geral da República sustenta que os crimes ocorreram por recompensa e motivo torpe; há pedidos de condenação com perda de cargos e indenização, e possível arquivamento ou recursos em caso de absolvição.

Na Primeira Turma do STF, começa nesta terça-feira (24) o julgamento do processo penal contra cinco réus acusados de ordenar a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro. A sessão ocorre na sala da Turma, com outras duas marcadas para hoje e amanhã. O objetivo é decidir entre absolvição ou condenação.

Os réus são Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ; Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho Brazão, ex-deputado; Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil; Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial; e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão. Eles respondem por homicídio qualificado e, no caso dos irmãos Brazão e de Robson Fonseca, por organização criminosa.

O julgamento seguirá o rito do Regimento Interno do STF. O relator é o ministro Alexandre de Moraes. A acusação tem até uma hora para apresentar sua exposição, e as defesas também contam com até uma hora. Os debates serão seguidos de votos dos ministros, com decisão pela maioria.

Algumas pessoas envolvidas poderão acompanhar o julgamento de seus locais de prisão, conforme autorização do relator. O público externo também pode acompanhar presencialmente mediante credenciamento.

O colegiado da Primeira Turma é composto pelo presidente Flávio Dino, pela ministra Cármen Lúcia, por Alexandre de Moraes e por Cristiano Zanin, além de outros integrantes. O resultado pode confirmar penas ou acatar absolvições, com possibilidade de recursos internos ao STF.

A atuação da PGR sustenta que os crimes ocorreram mediante recompensa e motivo torpe, com uso de recursos que dificultaram a defesa e, ainda, colocaram em risco outras pessoas. A Procuradoria também busca a perda de cargos públicos e indenização aos cofres públicos.

Segundo a PGR, Francisco Brazão tem participação como líder de uma organização criminosa que, segundo a denúncia, arquitetou o crime. Domingos Brazão seria um dos mandantes, assim como Robson Fonseca, ex-assessor ligado ao grupo. Rivaldo Barbosa, na visão da PGR, usou a função para favorecer os autores, enquanto Ronald Pereira forneceu informações relevantes aos executores.

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