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Dino usa Sermão da Montanha para elogiar atuação no STF

Ministro Flávio Dino usa Sermão da Montanha para elogiar atuação no Supremo e reconhece ônus da função, cobrando uso responsável de recursos públicos

Ministro ainda lamentou não poder, por vedação do cargo, se defender do que classificou como "agressões e mentiras". (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • O ministro Flávio Dino publicou, neste domingo, 22, uma mensagem celebrando dois anos no STF e citou o Sermão da Montanha para dizer que permanecerá fiel ao trabalho.
  • Ele destacou a passagem “Bem-aventurados os que têm fome e sede de Justiça, porque serão saciados” e afirmou que será fiel ao que a passagem orienta.
  • Dino criticou o dever de discrição imposto aos juízes, afirmando não poder se defender no debate público das agressões e mentiras.
  • Como relator de ações sobre o Orçamento secreto e o pagamento de benefícios acima do teto de R$ 46.366,19, ele disse refletir sobre direitos sociais e uso do dinheiro público nos três poderes.
  • O ministro nasceu ex-integrante do PCdoB, foi indicado pelo presidente Lula e preside a Primeira Turma, responsável por decisões envolvendo ex-presidente Jair Bolsonaro. Em agradecimento, Fachin elogiou Dino pelo aniversário, e o ministro citou Abraão em resposta.

Flávio Dino, ministro do STF, publicou neste domingo (22) uma mensagem celebrando dois anos no cargo. O texto reserva espaço para citar o Sermão da Montanha, ao afirmar que permanecerá fiel ao trabalho para concretizar a passagem de Mateus 5,6. O foro foi o Supremo, em Brasília.

Na mensagem, Dino também revela insatisfação com o dever de discrição imposto aos juízes. O ministro afirma que não pode se defender no debate público das agressões e mentiras que, segundo ele, foram proferidas, de forma não reconhecida por ele mesmo.

O- que envolve a atuação de Dino no STF envolve ações sobre o chamado Orçamento secreto e o pagamento de benefícios acima do teto do funcionalismo, fixado em R$ 46.366,19. O ministro diz que reflete, hoje, sobre direitos sociais previstos na Constituição e sobre o zelo no uso de recursos públicos, nos três Poderes, tema central de críticas às chamadas ações estruturais.

Dino chegou ao STF por indicação do presidente Lula, após ocupar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ex-integrante do PCdoB, ele é o presidente da Primeira Turma, que participou de decisões de alto impacto, como a condenação de Jair Bolsonaro e de outros réus por tentativa de golpe de Estado.

Durante a sessão de quinta-feira (19), o presidente do STF, Edson Fachin, parabenizou Dino pelo aniversário na Corte. Em resposta, o ministro citou Abraão, destacando as escolhas entre caminhos ditados pela vida e pela fé, e reforçou a ideia de várias possibilidades existenciais que moldam a atuação institucional.

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