- STF começa a julgar nesta terça-feira os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa, suspeitos de mandar matar Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes em março de 2018.
- Os réus negam envolvimento; o crime ocorreu no Rio de Janeiro e completou quase oito anos sem conclusão sobre os mandantes.
- A família de Marielle afirma que o julgamento pode trazer uma resposta sobre quem ordenou o assassinato.
- Os executores da vereadora já foram condenados: Ronnie Lessa, autor dos disparos, recebeu oitenta e sete anos, nove meses de prisão; Élcio Queiroz dirigia o veículo, com cinquenta e nove anos e oito meses de prisão.
- A condenação dos mandantes é aguardada pela família e pelo público, que acompanham o caso desde 2018.
Os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, além do delegado Rivaldo Barbosa, serão julgados pelo STF como mandantes ou cúmplices do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. A sessão da Primeira Turma começa nesta terça (24).
Familiares de Marielle afirmam esperar uma resposta do STF sobre quem ordenou o crime, oito anos após o ocorrido. A família reforça que a apuração envolve a figura de um delegado que era responsável pela investigação.
Os réus foram presos em 24 de março do ano passado e negam participação. Segundo a defesa, a família ainda busca entender as motivações por trás do assassinato que chocou o Rio de Janeiro e o país.
Julgamento dos mandantes
O processo envolve os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa, que teriam atuado nos bastidores para a execução. O caso já tem condenados os executores diretos: Ronnie Lessa, com 78 anos e 9 meses, e Élcio Queiroz, com 59 anos e 8 meses, anunciados em outubro de 2024.
A condenação dos atiradores foi anunciada pela imprensa e pelo próprio tribunal, enquanto o STF analisa se houve participação ou mandamento dos acusados de ordem superior. O julgamento é visto por ministros como oportunidade de trazer uma definição ao caso.
Entre as evidências, destacam-se depoimentos, ligações e competências de investigação que envolvem autoridades da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A defesa sustenta que não houve relação direta com o crime.
A motivação permanece incerta, segundo a família de Marielle. O caso ganhou notoriedade pela atuação de Marielle como representante de direitos humanos na Alerj e pela repercussão do crime no cenário político.
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