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Justiça inicia audiências para julgamento da tragédia de Brumadinho

Audiências de instrução começam no TRF da 6ª Região para julgar Brumadinho; 76 sessões previstas até 17 de maio de 2027, com foco em falhas de segurança e condutas

Brumadinho foi tomada por lama e rejeitos de mineração após rompimento de barragem da Vale
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  • Começaram, em 23 de fevereiro de 2026, as audiências de instrução e julgamento da tragédia de Brumadinho, na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região.
  • Respondem ao processo a Vale, a TÜV Süd e 16 ex-executivos; estimadas são setenta e seis audiências, com término previsto para 17 de maio de 2027.
  • As primeiras testemunhas foram ouvidas desde as 13h, na capital mineira.
  • O Ministério Público sustenta homicídio doloso com dolo eventual, afirmando que havia alertas sobre o risco de rompimento; as defesas divergem, atribuindo o desastre a imprevisibilidade e a uma sondagem da Fugro.
  • O rompimento da Barragem B1 ocorreu em 25 de janeiro de 2019, em Brumadinho, liberando rejeitos que atingiram áreas da Vale e contaminando o Rio Paraopeba; a maioria das vítimas eram trabalhadores presentes no refeitório e na área administrativa.

Começaram nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, as audiências de instrução e julgamento da tragédia de Brumadinho, ocorrida em janeiro de 2019. O processo tramita no Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Belo Horizonte.

A fase visa produzir provas sobre falhas de segurança e condutas negligentes que possam ter contribuído para o desastre, que deixou 272 mortos. O andamento também busca apurar responsabilidades.

Envolvidos no processo estão a Vale, a empresa alemã TÜV Süd e 16 ex-executivos. Estimam-se 76 audiências, com sessões às segundas e sextas-feiras, até 17 de maio de 2027. As sessões podem ocorrer presencialmente ou por videoconferência.

Contexto do rompimento

O rompimento da Barragem B1 da mina Córrego do Feijão ocorreu em 25 de janeiro de 2019, em Brumadinho. Milhões de metros cúbicos de rejeitos atingiram instalações da mineradora e áreas rurais, contaminando o Rio Paraopeba.

A maioria das vítimas era composta por trabalhadores presentes no refeitório e na área administrativa no momento do rompimento. Duas pessoas nunca foram localizadas. Acordos de reparação bilionários já foram firmados, mas o processo segue com desdobramentos judiciais.

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