- Uma mesa-redonda será realizada no Parlamento da Escócia entre defensores de conselhos comunitários e MSPs para discutir o que tem sido chamado de industrialização do campo.
- Representantes das Highlands, do nordeste da Escócia, de Perth e Kinross e do sul da Escócia pedem uma pausa em grandes projetos de energia renovável até que haja uma política nacional.
- Bob Hope, do Conselho Comunitário de Leitholm, Birgham e Eccles, afirma que as comunidades afetadas sentem que suas vozes não são ouvidas.
- O governo da Escócia diz que os impactos às comunidades são considerados no processo de decisão, e as conversas foram organizadas pela vereadora de Highlands, Helen Crawford.
- Hope diz que projetos renováveis podem destruir o patrimônio rural sem planejamento estratégico e pede um plano nacional para evitar uma “corrida” de licenciamentos, citando construção ao redor da subestação Eccles equivalente a 75 campos de futebol.
A prefeitura de Highlands recebeu representantes de conselhos comunitários e legisladores em Edimburgo para discutir a chamada industrialização do interior. A reunião tem como objetivo frear, até que haja política nacional, novas grandes aplicações de energia renovável. Municípios de Highlands, nordeste da Escócia, Perth e Kinross, e o sul da Escócia participam.
Bob Hope, do Conselho Comunitário de Leitholm, Birgham e Eccles, afirmou que moradores das áreas atingidas sentem que suas vozes não são ouvidas. O governo escocês destacou que impactos às comunidades são levados em consideração nas decisões, e que avaliações específicas de cada projeto são obrigatórias.
A organização da audiência ficou por conta da vereadora de Highlands, Helen Crawford, em resposta a problemas em áreas rurais. Um grupo de 50 conselhos comunitários na região assinou uma declaração para Holyrood reivindicando uma pausa nas grandes apostas em renováveis até haver plano estratégico nacional.
Hope disse que as conversas podem ajudar a levar a mensagem aos decisores, mencionando a construção de infraestrutura ao redor da subestação Eccles, estimada em área equivalente a 75 estádios de futebol, com novos pedidos de aprovação surgindo. O participante ressaltou que a opinião não é contra as renováveis, mas contra a ausência de participação local.
Segundo Hope, a ausência de um plano estratégico leva a um impulso de desenvolvimentos sem alinhamento com as comunidades. Ele voltou a defender um plano nacional que indique onde os projetos devem ocorrer, evitando uma corrida rápida entre desenvolvedores.
O governo local informou que a meta é gerar aproximadamente a metade do consumo de energia do país a partir de fontes renováveis até 2030. Alegou que os impactos sobre comunidades, natureza e patrimônio cultural são avaliados antes de aprovar qualquer empreendimento, com foco em benefícios diretos às comunidades, incluindo esquemas de propriedade compartilhada e de benefício comunitário.
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