- Moraes determinou que o Comando do 19º Batalhão da Polícia Militar preste esclarecimentos em 48 horas sobre visitas fora do horário a Anderson Torres.
- Torres, ex‑ministro da Justiça, cumpre pena de 24 anos por suposta tentativa de golpe de Estado e está preso na Papudinha, em Brasília.
- Relatório da PMDF aponta que, no dia 11, o pai e a irmã de Torres estiveram com ele entre 17h e 19h.
- A decisão anterior do STF estabelece visitas apenas às quartas‑feiras e aos sábados, nos horários de 8h‑10h, 11h‑13h ou 14h‑16h.
- Moraes determinou a intimação imediata da defesa e a ciência da Procuradoria‑Geral da República (PGR).
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o Comando do 19º Batalhão de Polícia Militar preste esclarecimentos em 48 horas sobre visitas realizadas fora do horário autorizado ao ex-ministro da Justiça Anderson Torres. O despacho foi assinado no dia 20 e divulgado nesta segunda-feira (23).
Torres está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, cumprindo pena de 24 anos de prisão pela suposta participação em golpe de Estado. O relatório de visitas da PMDF aponta que, no dia 11, o pai e a irmã de Torres estiveram no local entre 17h e 19h, horário fora do permitido pela decisão do STF.
O STF havia estabelecido, em 29 de janeiro de 2026, que as visitas devem ocorrer apenas às quartas-feiras e aos sábados, nos intervalos de 8h-10h, 11h-13h ou 14h-16h. Moraes verificou a extensão da permanência até as 19h e determinou a intimação da defesa e a ciência da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Desdobramentos
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) deverá apresentar os esclarecimentos no prazo de 48 horas. O objetivo é esclarecer questionamentos sobre o cumprimento das regras de visitas no regime de detenção de Torres. A defesa e a PGR foram intimadas para acompanhar o andamento do caso.
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