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OAB pede a Fachin fim do inquérito das fake news e critica duração

OAB pede encerramento do inquérito das fake news; afirma que investigação de longa duração compromete previsibilidade e segurança jurídica

O ministro Edson Fachin na primeira sessão plenária de 2026. Foto: Luiz Silveira/STF
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  • A OAB pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, o encerramento do inquérito das fake news aberto em 2019 e a não abertura de novos procedimentos semelhantes.
  • A entidade aponta preocupação institucional com investigações de longa duração e defende limites constitucionais mais rígidos após o período de crise institucional.
  • O inquérito foi instaurado de ofício em março de 2019 pelo então presidente Dias Toffoli para apurar disseminação de notícias falsas e ataques ao STF, ganhando ao longo do tempo frentes diversas.
  • A OAB sustenta que a elasticidade excessiva do objeto compromete previsibilidade, fragiliza a segurança jurídica e projeta na sociedade a percepção de um campo investigativo sem contornos estáveis, destacando sigilo profissional e garantias da atividade jornalística.
  • A entidade reconhece o contexto de tensão institucional, mas pede audiência com Fachin e medidas para a conclusão de inquéritos de natureza perpétua, além de critérios mais restritivos para novas investigações desse tipo.

OAB enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, um ofício solicitando o encerramento do inquérito das fake news, em tramitação desde 2019 com relatoria de Alexandre de Moraes. A entidade também pediu que não sejam abertos novos procedimentos com características similares.

A Ordem afirma haver extrema preocupação institucional com a permanência de apurações de longa duração. Segundo a OAB, o inquérito foi instaurado em meio a uma crise institucional e, após o pico do conflito, seria necessário delimitar melhor seus limites constitucionais.

O documento sustenta que o inquérito, por ser uma solução extraordinária, exige cautela maior na condução e na duração. A OAB critica a elasticidade do objeto investigativo e a previsibilidade jurídica, apontando riscos à segurança jurídica.

A carta traz ainda preocupações sobre sigilo profissional e garantias da atividade jornalística, destacando que a advocacia não pode atuar em ambiente de incerteza sobre os limites da atuação estatal.

A OAB cita como exemplo de expansão indevida do escopo a inclusão de novos fatos e investigados dentro do mesmo procedimento, especialmente em relação a casos envolvendo dados de ministros do STF e parentes.

Apesar das críticas, a entidade reconhece que a abertura do inquérito ocorreu num cenário de grave tensão institucional e reconhece o papel do STF na proteção da ordem democrática.

Ainda assim, a OAB defende que a defesa da democracia caminhe junto ao devido processo legal, ao contraditório e à liberdade de expressão, sem ampliar abusivamente o instrumento.

Ao final, a Ordem solicita audiência com Fachin para apresentar argumentos e pede providências para a conclusão de inquéritos de natureza perpétua, bem como critérios mais restritivos para novas apurações.

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