- O julgamento do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes começa nesta terça-feira, 24, pela Primeira Turma do STF, concentrando as atenções do país.
- Ministros veem a ação como oportunidade de pautar um tema com amplo apoio popular e, assim, aliviar o clima de crise na Corte, ainda afetado pelo caso Banco Master.
- A crise ganhou força com episódios como a retirada da relatoria do caso Master de Dias Toffoli para André Mendonça e com um inquérito que envolve vazamento de dados da Receita Federal.
- Um líder sindical foi convocado a depor como investigado após críticas ao STF, e o presidente da Unafisco criticou medidas cautelares aplicadas a servidores na fase inicial das apurações.
- O STF decidiu não instaurar investigação sobre suposta gravação de reuniões que levaram ao afastamento de Toffoli e arquivou pedido de suspeição do ministro, para evitar acirrar ainda mais o ambiente entre magistrados.
O julgamento do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes começa nesta terça-feira pela Primeira Turma do STF. A sessão é vista como oportunidade de pautar um tema com apoio popular e, ao mesmo tempo, buscar alívio para a crise interna da Corte.
O tribunal está dividido por temas ligados ao inquérito do Banco Master. A tentativa de melhorar o ambiente com o Carnaval não freou as tensões, especialmente após a retirada da relatoria do caso de Dias Toffoli e a transferência para André Mendonça.
A gestão da crise envolve ainda investigações sobre vazamento de dados de ministros e parentes, em apuração pela PF. O episódio reacendeu o debate sobre conduta institucional e transparência dentro do STF.
Crise interna e desdobramentos
O presidente da Unafisco, Kleber Cabral, criticou medidas cautelares contra servidores na fase preliminar, revelando nomes. Deputados e sindicatos acompanham o caso com especial atenção aos impactos na atuação da Corte.
Em meio a esse cenário, Fachin arquivou pedido de suspeição de Toffoli. A decisão visa reduzir atrito institucional e evitar impactos na convivência entre magistrados nos próximos meses.
Avanços processuais e próximos passos
A PF também investiga suposto vazamento de dados de autoridades, incluindo ministros, enquanto não há decisão sobre as gravações de reuniões que motivaram a saída de Toffoli do caso Master. A avaliação é de que uma investigação extrairia mais tensão interna.
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