- O Supremo Tribunal Federal inicia, nesta terça-feira, 24, o julgamento dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes.
- A PGR afirma que o crime teve motivação política, ligado a controle territorial e atividades ilícitas, como grilagem de terras e milícias no Rio de Janeiro.
- Os réus são Domingos Inácio Brazão e João Francisco Inácio Brazão (Chiquinho Brazão), apontados como mandantes e líderes de uma organização criminosa ligada a loteamentos irregulares na Zona Oeste.
- Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior era chefe da Polícia Civil à época e é acusado de usar a autoridade para favorecer a execução e dificultar as investigações.
- Ronald Paulo de Alves Pereira, conhecido como major Ronald, e Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, atuaram como partícipes, com monitoramento da agenda de Marielle e intermediação com milícias.
O Supremo Tribunal Federal começa nesta terça-feira o julgamento dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes. O processo envolve a denúncia da Procuradoria-Geral da República, que aponta motivação política por trás do crime. O caso ocorreu em março de 2018, no Rio de Janeiro.
Segundo a PGR, Domingos Brazão e Chiquinho Brazão seriam os mandantes, ligados a um esquema de exploração imobiliária irregular e milícias na Zona Oeste. A denúncia sustenta que eles buscavam manter o controle territorial e favorecer loteamentos avaliados em cerca de 100 milhões de reais em Jacarepaguá.
O crime foi planejado após a abordagem inicial em setembro de 2017, quando Ronnie Lessa foi contratado para executar o assassinato. Marielle foi morta após deixar um evento na Casa das Pretas, na capital fluminense, enquanto o objetivo era intimidar opositores a atividades criminosas.
Quem são os réus
Domingos Inácio Brazão, deputado estadual do MDB e líder de uma organização criminosa ligada à grilagem de terras, é apontado como mandante. A acusação o descreve como chefe do esquema na área.
Chiquinho Brazão, João Francisco Inácio Brazão, deputado federal pelo União, também é citado como mandante. A atuação dele, segundo a denúncia, integrava o domínio político da organização na região.
Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior era diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil na época. Empossado chefe da Polícia Civil, é acusado de planejar a execução para favorecer os mandantes e dificultar as investigações.
Major Ronald Paulo de Alves Pereira, conhecido como Major Ronald, atuou monitorando a rotina de Marielle. A denúncia aponta que ele repassou informações estratégicas aos executores.
Robson Calixto, chamado de Peixe, atuou como assessor de Domingos Brazão e funcionou como elo entre o grupo e milicianos. Também é acusado de gerir negócios irregulares e cobrar dívidas de jurisdicções ligadas aos imóveis.
A denúncia sustenta que o grupo visava beneficiar interesses imobiliários na região, com o objetivo de consolidar atuação de milícias locais. O caso continua em tramitação após a confirmação de participação dos executores, condenados em etapas anteriores.
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