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Suprema Corte ouve empresas de petróleo que buscam bloquear ações climáticas

Supremo decidirá se ações contra petróleo e gás que buscam bilhões em danos climáticos ficam em tribunais estaduais ou vão para o federal

The U.S. Supreme Court. Photo courtesy of Rahmat Gul, Associated Press
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  • O Supremo Tribunal dos Estados Unidos irá ouvir empresas de petróleo tentando bloquear ações que buscam responsabilizá-las por bilhões de dólares em danos ligados ao clima.
  • O caso é de Boulder, Colorado, e faz parte de uma leva de ações que acusam as companhias de enganarem o público sobre o papel dos combustíveis fósseis nas mudanças climáticas.
  • A Suncor Energy e a ExxonMobil recorreram ao tribunal federal depois que o tribunal máximo de Colorado deixou o caso seguir.
  • Os governos defendem que as emissões são uma questão nacional a ser tratada na Justiça federal, enquanto ações já foram derrubadas em outros casos equivalentes.
  • Os advogados de Boulder argumentam que o litígio ainda está no estágio inicial e deve permanecer no tribunal estadual.

O Supremo Tribunal dos EUA informou nesta segunda-feira que vai ouvir ações movidas por empresas de petróleo e gás que tentam bloquear processos que apontam danos bilionários causados pela mudança climática. O caso envolve Boulder, no Colorado, e faz parte de uma leva de ações semelhantes.

As ações alegam que as empresas enganaram o público sobre a relação entre combustíveis fósseis e aquecimento global. Estados e municípios buscam reparação para financiar reconstrução após incêndios, elevação do nível do mar e tempestades mais intensas.

Suncor Energy e ExxonMobil recorreram ao Supremo após o tribunal mais alto do Colorado permitir que o caso de Boulder siga adiante. As empresas sustentam que as emissões são tema de interesse nacional e devem tramitar em instância federal, onde ações parecidas foram rejeitadas.

O governo do ex-presidente Donald Trump já havia se posicionado a favor das companhias, pedindo a reversão da decisão do Colorado. Segundo a administração, permitir o processamento em tribunais estaduais criaria abertura ampla para ações locais contra emissores globais.

Posição federal e impacto previsto

Advogados das empresas afirmam que o uso de leis estaduais para tratar de questões climáticas globais representa risco para setores energéticos. O desenvolvimento do caso pode influenciar outros esforços judiciais contra a indústria em diferentes estados.

A parte autora em Boulder argumenta que a disputa ainda está em fases iniciais e deve ocorrer na Justiça estadual. Eles citam exemplos de danos locais resultantes de condutas de origem externa como base para o pleito.

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