- Documento de 2017, elaborado pela vereadora Eliana Cortez da Silva, afirma que o ministro Dias Toffoli colaborou para o desenvolvimento turístico de Ribeirão Claro ao apoiar a implantação da Tayayá Aquaparque Hotel e Resort, recebendo o rótulo de “apoio decisivo”.
- O texto vincula Toffoli ao empreendimento por meio da família Toffoli e do banco Master, via fundo de investimentos Arleen, sem que o ministro tenha participação oficial no negócio, mas ele seria frequente no local com tratamento diferenciado.
- O documento também afirma que Toffoli teria articulado contra a extinção da zona eleitoral de Ribeirão Claro quando era presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
- A Tayayá é descrita como a conexão entre Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro; o jornal Estado de S. Paulo aponta que o ministro frequenta o espaço.
- A Polícia Federal pediu suspeição de Toffoli após descobrir trocas de mensagens com Vorcaro; dez ministros se reuniram e Toffoli pediu afastamento do caso, que passou a ser relatado pelo ministro André Mendonça.
Dias Toffoli, ministro do STF, é citado em documento de 2017 que o aponta como contribuindo para o desenvolvimento turístico de Ribeirão Claro (PR) por meio do apoio decisivo à implantação do Tayayá Aquaparque Hotel e Resort. O texto integra um projeto de decreto legislativo que concedeu ao magistrado o título de cidadão honorário do município.
O documento — elaborado pela then vereadora Eliana Cortez da Silva (MDB) — também afirma que Toffoli articulou contra a extinção da zona eleitoral de Ribeirão Claro, quando era presidente do TSE. As informações ligam o ministro a ações políticas do período.
O Tayayá foi fundado pela família Toffoli e ganhou visibilidade por servir de elo entre Toffoli e o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, por meio do fundo de investimentos Arleen. Segundo o jornal Estado de São Paulo, Toffoli não possui participação oficial no empreendimento, mas frequenta o resort com tratamento diferenciado.
Contexto do Decreto e ligações ao Tayayá
O mesmo documento cita ainda a trajetória do ministro, incluindo atuação como assessor jurídico da liderança do PT na Câmara, como consultor da CUT e como chefe de gabinete da Secretaria de Implementação das Subprefeituras de São Paulo na gestão de Marta Suplicy, então filiada ao PT. Esses cargos são apresentados como parte do histórico mencionado no texto.
A investigação envolvendo Vorcaro ganhou reforço após a Polícia Federal localizar mensagens no celular do empresário, levando à solicitação de suspeição de Toffoli. A crise levou a uma reunião entre os dez ministros, que decidiram pela saída do ministro da relatoria do caso, que passou a ficar sob a responsabilidade de André Mendonça.
A Gazeta do Povo informou ter procurado Toffoli, a Câmara Municipal, a prefeitura de Ribeirão Claro e o Tayayá para manifestações. O veículo comunicou que permanece aberto a novas declarações sobre o assunto.
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