- Valdemar Costa Neto citou Mário Frias e Marco Feliciano (PL-SP) como nomes cogitados por Jair Bolsonaro para disputar o Senado por São Paulo nas eleições de outubro, com participação de Eduardo Bolsonaro na decisão.
- Também mencionaram Renato Bolsonaro e Guilherme Derrite (PP) como possibilidades; o cenário mais provável seria lançar um nome pelo PL para uma vaga e apoiar Derrite na outra.
- Bolsonaro não pode conversar com Valdemar, pois o ministro Alexandre de Moraes, do STF, proibiu a aproximação devido a Valdemar estar sob investigação no mesmo processo da suposta trama golpista.
- A mesma prática ocorreu na eleição municipal de 2024, quando interlocutores foram escalados mesmo com Bolsonaro preso, seguindo a estratégia do grupo.
- O bolsonarismo busca eleger cerca de quarenta senadores e planeja usar o prestígio de Bolsonaro para influenciar o STF, com candidatos alinhados ao ex-presidente sob o rótulo 222.
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, sinalizou nomes cogitados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o Senado por São Paulo neste ano. Entre as possibilidades citadas estão Mário Frias e Marco Feliciano, ambos filiados ao PL.
A escolha final, conforme Valdemar, caberia a Bolsonaro, com participação de Eduardo Bolsonaro, que estaria confiante de vitória em São Paulo. O dirigente comentou sobre cenários com Renato Bolsonaro e Guilherme Derrite como alternativas.
A fala ocorreu durante evento do grupo Esfera Brasil, na capital paulista. Valdemar afirmou que Bolsonaro seria capaz de transferir parte de seu eleitorado para o candidato do PL, citando a transferência de votos como fator determinante.
Contexto político recente envolve restrições de contato entre Bolsonaro e Valdemar, impostas pelo STF. O ministro Alexandre de Moraes negou a visita, citando envolvimento de Valdemar em investigações relacionadas a tramas golpistas.
Desdobramentos na direita brasileira
Locais de apoio à estratégia destacam que o esquema envolve a montagem de chapas para o Senado em diversos estados. Em alguns casos, aliados próximos divulgam nomes após encontros com Bolsonaro, indicando uma offensiva alinhada a pautas conservadoras.
Ainda em regime de restrição, aliados do ex-presidente trabalham para ampliar influência política, com foco em 40 vagas no Senado, conforme planos de ampliar o peso daará da direita e influenciar decisões no Legislativo.
Bolsonaro figura como fio condutor desse movimento, com a intenção de consolidar uma bancada que possa sustentar pautas defendidas pelo ex-presidente. Em meio a esse cenário, o grupo mantém a expectativa de obter posições estratégicas em estados relevantes.
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