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Câmara quer votar o PL Antifacção; ainda sem consenso sobre o texto em discussão

Câmara avalia o PL Antifacção com impasse entre governo e oposição, após ajustes do Senado e posição do relator Derrite

Câmara deve analisar projeto antifacção nesta terça-feira
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  • Câmara começará a analisar nesta terça-feira (24) o PL Antifacção, que endurece a legislação contra organizações criminosas.
  • O projeto já passou pelo Senado e voltou à Câmara para nova análise; não há consenso entre oposição e base governista sobre o texto.
  • O governo avalia que o relator Guilherme Derrite cedeu em diversos pontos, mas mantém pontos considerados prioritários, como a ação civil de perdimento de bens e penas maiores para facção criminosa.
  • Pontos mantidos do texto aprovado pela Câmara incluem aumento de pena para lesões graves ou mortes de certas autoridades, prazos diferenciados para inquéritos e a criação da Cide-Bets para financiar segurança pública.
  • Pontos alterados, retomando o texto da Câmara, incluem novo tipo penal para integrantes de organização criminosa ultraviolenta, pena de 20 a 40 anos para facção criminosa, proibição de auxílio-reclusão e voto a presos provisórios, além da repartição de bens apreendidos entre governo federal e estados em investigações conjuntas.

A Câmara dos Deputados começa nesta terça-feira (24) a analisar o PL Antifacção, que endurece a legislação contra organizações criminosas. O texto já passou pela Câmara e pelo Senado, porém retornou para nova avaliação após alterações feitas pelos senadores. O relator é o deputado Guilherme Derrite (PP-SP).

O objetivo é consolidar o texto diante de discordâncias entre oposição e governo. A oposição quer manter a versão aprovada pela Câmara, enquanto a base governista prefere o conteúdo aprovado pelo Senado. O governo avalia que Derrite cedeu em vários pontos, mantendo a necessidade de votação do parecer.

Derrite afirmou ter buscado incorporar cerca de 20 itens prioritários do governo, mas destacam que não abrirá mão de pontos como a ação civil de perdimento de bens e penas mais altas para o crime de facção criminosa. A decisão de avançar dependerá da posição da maioria na casa.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que houve atendimento aos pleitos de governo e oposição, destacando ajustes técnicos entre os textos aprovados. A pauta é vista como essencial para endurecer a legislação contra organizações criminosas.

Pontos mantidos

  • Aumento de penas em casos de lesão grave ou morte de determinadas autoridades.
  • Prazos diferenciados para inquéritos envolvendo facções.
  • Criação da contribuição Cide-Bets, incidindo sobre casas de apostas para financiar ações de segurança pública e do sistema prisional.

Pontos alterados (retomando texto aprovado pela Câmara)

  • Criação de novo tipo penal para integrantes de organizações ultraviolentas, grupos paramilitares ou milícias privadas.
  • Revisão da pena de facção para 20 a 40 anos; Senado havia proposto 15 a 30.
  • Regras sobre auxílio reclusão e direito de voto de presos provisórios.
  • Definição de repartição de bens apreendidos entre governo federal e Estados em investigações conjuntas.

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