- A Primeira Turma do STF julga, nesta terça-feira (24), os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, acusados de serem os mandantes do assassinato de Marielle Franco em 2018.
- Além dos Brazão, serão julgados Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior (delegado), Ronald Paulo Alves Pereira ( major da polícia) e Robson Calixto Fonseca (ex-assessor dos Brazão).
- Segundo a PGR, os Brazão teriam ordenado o crime; Rivaldo seria quem ajudou a planejar. Ronald acompanharia Marielle e Robson integraria a organização criminosa.
- A principal dúvida é como o STF vai lidar com Rivaldo, cuja denúncia depende da delação de Ronnie Lessa, um dos executores do caso.
- Os acusados estão presos preventivamente desde março de 2024; Chiquinho teve prisão domiciliar autorizada em abril de 2025 por problemas de saúde.
O que aconteceu: a Primeira Turma do STF julga nesta terça-feira (24) os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco em 2018. O crime ocorreu no centro do Rio de Janeiro, em 14 de março de 2018, à noite, quando Marielle e o motorista Anderson Gomes foram atingidos por tiros.
Quem está envolvido: ao lado dos irmãos Brazão, também serão julgados Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, ex-chefe da Polícia Civil do RJ; Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar; e Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão. A Procuradoria-Geral da República sustenta que Brazão e Rivaldo teriam participação direta no crime.
Quando e onde: o julgamento ocorre nesta terça-feira (24) no STF, em Brasília/DF, com base em investigações que se iniciaram a partir de delações de Ronnie Lessa e apontam redes de milícia e interesses político-econômicos na região oeste do Rio.
Por quê: a acusação sustenta que o crime teve motivação ligada a interesses políticos e de regularização de áreas sob controle de milícias. Rivaldo Barbosa é apontado como possível operador do plano, com base na delação de Ronnie Lessa.
Contexto do caso: a defesa dos irmãos Brazão afirma não haver provas suficientes de participação, contestando falhas processuais. Os réus negam todas as ligações com o assassinato durante interrogatório no STF.
Pontos-chave do processo: a atuação de Rivaldo Barbosa é especialmente debatida, já que sua relação com as investigações depende de delação que não confirmou de forma conclusiva a participação dele. A delegacia de homicídios não teria chegado aos nomes dos executores, segundo a acusação.
Presos e andamento: Chiquinho e Domingos Brazão, Rivaldo, Ronald e Robson seguem detidos preventivamente desde 24 de março de 2024, por risco de atrapalhar as investigações. Em 2019, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados pela execução.
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