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Fachin negocia penduricalhos entre ministros e autoridades

Fachin conduz negociação de transição sobre penduricalhos acima do teto de R$ 46.366,19, em meio a divergências entre ministros e poderes

Dino, Gilmar Mendes e Moraes participaram de reunião em que presidentes do Congresso propuseram regra de transição. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • O presidente do STF, ministro Edson Fachin, reuniu autoridades do alto escalão nesta terça-feira para discutir ações da Corte sobre benefícios a servidores que ficam fora do teto constitucional de R$ 46.366,19, conhecidos como “penduricalhos”.
  • Participaram da reunião o vice-presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes; os relatores das ações, Flávio Dino e Gilmar Mendes; além do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, da Câmara, Hugo Motta, do TCU, Vital do Rêgo Filho, e do vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand.
  • Segundo nota do Supremo, houve negociação de uma regra de transição, com proposta a ser apresentada nos próximos dias, em contraponto à decisão de Dino que suspendeu as remunerações acima do teto e qualquer lei que crie novos benefícios.
  • Gilmar Mendes disse, junto com Dino, estar perplexo com os chamados penduricalhos, afirmando indignação com cenas de benefícios travestidos de indenizatórios para mascarar desacordo com a Constituição.
  • A insurreição sobre benefícios acima do teto já havia motivado reunião anterior, na segunda-feira (23), entre Dino, Fachin, Moraes e o ministro da Fazenda substituto, Dario Durigan, com o objetivo de buscar equilíbrio entre autonomia institucional e responsabilidade fiscal.

O presidente do STF, Edson Fachin, liderou uma reunião com autoridades de alto escalão na manhã desta terça-feira, 24, para tratar das ações que envolvem benefícios a servidores públicos fora do teto constitucional de 46.366,19 reais. O encontro discutiu a permanência de chamados “penduricalhos” e como regulá-los.

Participaram da conversa o vice-presidente do STF, Alexandre de Moraes, os relatores Flávio Dino e Gilmar Mendes, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara, Hugo Motta, o ministro do TCU Vital do Rêgo Filho e o vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand. Segundo nota do STF, ficou alinhada a ideia de propor uma regra de transição nos próximos dias.

O debate contou com a participação de Dino, que já havia proposto proibição de remunerações acima do teto, além de qualquer lei que crie novos benefícios para a categoria. Gilmar Mendes se somou à posição, expressando indignação com os chamados penduricalhos, ao mencionar o uso de verbas indenizatórias para contornar a Constituição.

Em novo encontro, na segunda-feira (23), Dino, Fachin e Moraes se reuniram com o ministro da Fazenda substituto, Dario Durigan, para discutir o tema. A nota do STF sinaliza que a Corte busca um equilíbrio entre autonomia institucional e o rigor fiscal exigido pela sociedade.

A pauta surgiu após a aprovação de benefícios acima do teto para servidores do Congresso. A decisão gerou repercussão e levou Dino a ampliar o foco da ação, abrangendo todos os poderes da União. O objetivo, segundo o STF, é promover cooperação entre órgãos para enfrentar o tema de forma coordenada.

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