- Marcelo Freixo afirma que houve obstrução na investigação do assassinato de Marielle Franco, citando imagens de câmeras não verificadas e forçar uma linha acusatória como exemplos.
- Freixo sustenta que a denúncia da Procuradoria Geral da República aponta uma engrenagem ligada ao crime organizado, envolvendo grilagem de terra e contaminação do poder público.
- Segundo ele, a Polícia Civil trocou o delegado responsável cinco vezes no caso, o que, na visão dele, dificulta a investigação.
- Freixo afirma que a morte de Marielle foi uma tentativa de “matar uma ideia” e que o julgamento é uma resposta, mas não encerra a dimensão simbólica do caso.
- O áudio menciona a expectativa de que a 1ª Turma do tribunal seja unânime, sob o risco de recursos precisarem de votos contrários para embargo.
Marcelo Freixo, presidente da Embratur, afirmou que houve obstrução na investigação do assassinato de Marielle Franco. Segundo ele, não há dúvida de que houve bloqueio ao apurar o veículo e as câmeras, tratada como obstrução pela gravidade.
Freixo acrescentou que o caso expõe a ligação entre crime, polícia e política no Rio de Janeiro. Atribuiu à prática o cariz de um esquema que envolve interesses poderosos na gestão pública.
Segundo o dirigente, não cabe antecipar o veredito do judiciário, mas destacou que a denúncia da PGR aponta para uma engrenagem de crime organizado ligada a grilagem de terras e a eleição de representantes do crime.
A Polícia Civil teria trocado o delegado responsável pelo caso cinco vezes, segundo Freixo, o que, na visão dele, prejudica investigações e resultados. Ele mencionou a presença de atores públicos em distintos poderes.
Contexto da investigação
Freixo citou que a denúncia da PGR amarra pontas e sugere a participação de organizações criminosas ligadas a áreas de poder. O político afirmou que a morte de Marielle representa também a tentativa de matar uma ideia.
Ele encerrou ressaltando que a memória de Marielle deve permanecer para inspirar ações futuras, mas sem apresentar julgamento sobre os responsáveis. O caso segue sob análise do Judiciário.
Entre na conversa da comunidade