- O governo pretende antecipar benefícios da Previdência Social para segurados em cidades da Zona da Mata atingidas por fortes chuvas, com efeitos na folha de abril.
- O ministro Wolney Queiroz disse que a medida depende da declaração de calamidade pública pelos municípios e pode adiantar pagamentos para o primeiro dia do calendário, com uma opção de antecipação de um vencimento, em formato de empréstimo.
- As chuvas já deixaram 28 mortes na região, sendo 22 em Juiz de Fora e 6 em Ubá; há pessoas desaparecidas.
- Juiz de Fora declarou calamidade pública; mais de 3 mil desabrigados e 35 vítimas atendidas até as 17h24.
- O governo também planeja medidas para combater a fila do INSS, em ação coordenada pela Casa Civil, com decisão em breve.
O governo cogita antecipar benefícios do INSS para segurados que moram em cidades da Zona da Mata atingidas pelas fortes chuvas em Minas Gerais. A ideia foi apresentada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) nesta terça-feira, 24.
Queiroz afirmou que o calendário de pagamentos pode ser antecipado para o primeiro dia útil seguinte e que houve a possibilidade de oferecer uma espécie de empréstimo, com opção de antecipação de um vencimento. Caso os trâmites avancem, os efeitos devem ocorrer na folha de abril.
O ministro destacou que o governo apresentará, em breve, um plano com medidas para reduzir a fila do INSS, em conjunto com a Casa Civil, em um esforço coordenado. A prioridade é acelerar o atendimento aos segurados que vivem em áreas atingidas pelas ocorrências climáticas.
As chuvas na região da Zona da Mata já deixaram 28 mortos no total: 22 em Juiz de Fora e 6 em Ubá. Também há registros de desaparecidos, com 40 pessoas não localizadas em Juiz de Fora e pelo menos 3 em Ubá.
A prefeitura de Juiz de Fora declarou estado de calamidade pública. A gestão municipal informou mais de 3 mil desabrigados e registrou 35 atendimentos no sistema municipal até as 17h24. Ubá também registrou desabamentos e desabrigados.
Ações locais seguem em pauta com avaliações de danos e serviços emergenciais. O governo federal mantém monitoramento da situação e trabalha para apoiar municípios atingidos com ações de assistência social e financeira.
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