- Mais da metade dos varões jovens espanhóis (51,5%) considera que o feminismo é apenas uma ferramenta de manipulação política, sendo esse índice o dobro do registrado há cinco anos.
- Quarenta e oito vírgula quatro por cento dos jovens se declaram feministas, enquanto o auge foi de quarenta e nove vírgula nove por cento em 2021.
- Cerca de quarenta e nove por cento dos entrevistados afirma que o feminismo é necessário para alcançar a igualdade real, coexistindo adesão e desconfiança no tema.
- Quarenta e oito vírgula nove por cento da juventude acredita que existem desigualdades de gênero grandes ou muito grandes, com diferença de percepção entre mulheres (61,4%) e homens (36,7%).
- Entre os dados de convivência e igualdade, 81,8% defendem comunicação aberta em relacionamentos, 77,4% veem a igualdade de direitos como fundamental, e o maior índice de identificação como feministas ocorre entre 30 e 39 anos (52,2%).
O barômetro Barómetro de Juventud y Género 2025, elaborado pela Fad Juventud, traz dados sobre percepções de feminismo entre jovens espanhóis. O estudo foi divulgado nesta terça-feira e baseia-se em uma pesquisa online com 3.327 pessoas residentes na Espanha, entre abril e maio de 2025.
Entre jovens de 15 a 29 anos, 38,4% se declararam feministas. O valor cai para 26% entre os meninos, mostrando uma divisão de gênero na identificação com o movimento. Em cinco anos, o número de homens que vê o feminismo como ferramenta de manipulação dobrou.
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Mudanças na percepção
A pesquisa aponta que 51,5% dos homens jovens consideram que o feminismo é utilizado como ferramenta política de manipulação e/ou doutrinação. Em contrapartida, 49,2% afirmam ser necessário para a igualdade real.
Desigualdades de gênero
Quase metade da juventude (48,9%) acredita que existem desigualdades de gênero grandes ou muito grandes na Espanha. Há uma diferença de mais de 20 pontos entre mulheres (61,4%) e homens (36,7%) que percebem tais desigualdades.
Confiança e valores
O estudo indica consensos amplos em modelos igualitários: 81,8% defendem comunicação aberta como base de relação saudável, e 77,4% consideram a igualdade de direitos e responsabilidades essencial na pareja. Essa tendência aponta para interiorização de princípios de responsabilidade compartilhada.
Conclusões do estudo
Para Beatriz Martín Padura, diretora-geral da Fad Juventud, a juventude incorpora marcos igualitários no dia a dia, ainda que esteja sujeita a discursos contraditórios. O relatório destaca a coexistência de adesão e ceticismo em relação ao feminismo.
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