- O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que deve priorizar a discussão da tarifa zero no transporte público, mirando ganho político ao lado de Lula.
- Na segunda-feira, foi criada uma comissão especial para debater fontes de financiamento e modelos para viabilizar a gratuidade, em movimento de aproximação com o presidente Lula.
- O Planalto trabalha em um novo modelo nacional de transporte público, com estudos dos ministérios da Fazenda e das Cidades para avaliar a viabilidade econômica da tarifa zero.
- Além da tarifa zero, Motta tem priorizado pautas como reforma da escala de trabalho 6×1, regulamentação de motoristas por aplicativo e a PEC da Segurança Pública, enquanto a reforma administrativa ficou em segundo plano.
- A comissão especial deve avançar nos próximos dias, tornando a tarifa zero uma das principais frentes legislativas do ano e gerando impacto político na Paraíba, região onde há alianças estratégicas com o PT.
Hugo Motta, presidente da Câmara, sinalizou que vai priorizar a discussão sobre a tarifa zero no transporte público. A iniciativa ganhou força após a criação, na segunda-feira, de uma comissão especial para debater o tema. A estratégia é vista como parte de um movimento de aproximação com o governo.
Motta tem defendido a instalação do colegiado para mapear fontes de financiamento e modelos de viabilidade para a gratuidade. A medida acompanha o interesse do Planalto em estruturar um novo modelo nacional de transporte público, com estudo em etapas pelos ministérios da Fazenda e das Cidades.
A movimentação vem em meio a uma busca por pautas de maior apelo popular. Além da tarifa zero, o presidente da Câmara tem priorizado propostas como a reforma da escala de trabalho 6×1, a regulamentação de motoristas de aplicativo e a PEC da Segurança Pública.
Com a comissão especial prevista para ser instalada nos próximos dias, o tema deve ganhar tração nas próximas semanas e se firmar como uma das frentes do ano no Legislativo. A avaliação é de que houve ganho de ritmo para a pauta.
Nos bastidores, parlamentares enxergam o gesto como tentativa de construir uma agenda positiva e reduzir desgaste pré-eleitoral. A aproximação com Lula também tem impactos regionais, incluindo a Paraíba, onde alianças com o PT são vistas como estratégicas para a disputa.
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