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ONGs e empresas, em manifesto, criticam STF e cobram código de ética

ONGs e setores empresariais lançam manifesto pedindo código de ética para ministros do STF, destacando risco de desmoralização da Justiça

Manifesto faz coro a Fachin ao pedir código de ética e nega vinculação ideológica. (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • Um manifesto intitulado “Ninguém acima da Lei” foi escrito por organizações de combate à corrupção e grupos empresariais e divulgado pela CNN Brasil, com leitura prevista na USP na próxima segunda-feira.
  • A peça defende a criação de um código de ética para ministros do Supremo Tribunal Federal, pedido que ganhou força após revelações ligando o ministro Dias Toffoli ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
  • Assinam o documento Transparência Brasil, Humanitas360, Derrubando Muros e outras entidades, afirmando que uma justiça transparente é inegociável e que ninguém deve estar acima da lei.
  • O manifesto surge em meio a críticas à atuação do Judiciário e após a OAB pedir o fim do inquérito das fake news; também houve intimação de Kleber Cabral, presidente da Unafisco, para depor.
  • Entre os objetivos, está estabelecer regras claras de conduta, limites de atuação e combate ao desmoralização do Judiciário, com foco na proteção da democracia e no fortalecimento do Estado de Direito.

Entidades ligadas ao combate à corrupção e grupos empresariais divulgaram um manifesto nesta segunda-feira (23), intitulado Ninguém acima da Lei. O documento critica a atuação do STF e defende regras éticas mais rigorosas para ministros. O texto será lido na próxima segunda-feira (2) na USP, onde o ministro Alexandre de Moraes leciona.

O manifesto afirma que uma justiça transparente é inegociável e denuncia desmoralização das instituições. Assinam o documento a Transparência Brasil, a Humanitas360 e a Derrubando Muros, entre outras organizações. As entidades afirmam vigiar para que ninguém esteja acima da lei.

A principal pauta é a criação de um código de ética para os ministros, defendido pelo próprio presidente do STF, Edson Fachin. O tema ganhou força após revelações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, citados no texto.

#### Contexto e objetivos

As organizações dizem representar a sociedade na cobrança por uma justiça mais predita. O manifesto sustenta que buscas por mudanças no Judiciário não têm viés ideológico e visam fortalecer a democracia, evitando saídas autoritárias.

Os signatários afirmam que a credibilidade do Judiciário está sob risco por práticas internas e por relatos de conflitos de interesse. O texto aponta a necessidade de regras claras de conduta, transparência e combate a privilégios.

O documento também ressalta que a defesa da independência judicial não é ausência de controle. Define que limites e controles são essenciais para manter legitimidade, confiança pública e integridade institucional.

#### Repercussos e próximos passos

A divulgação coincide com debates sobre o inquérito das fake news, que envolve autoridades públicas e a Receita Federal. A OAB solicitou o fim do inquérito, enquanto autoridades convidadas são chamadas a depor.

Segundo o manifesto, o objetivo é estabelecer parâmetros éticos que orientem magistrados e a atuação do Judiciário. A proposta é apresentada como etapa inicial para fortalecer o Estado Democrático de Direito.

A iniciativa afirma que a defesa da justiça não busca confrontos, mas o fortalecimento institucional. Os autores prometem acompanhar a implementação de um código de conduta para tribunais superiores.

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