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PGR defende condenação de acusados por matar Marielle e Anderson

PGR defende condenação dos irmãos Brazão por articularem crime para proteger negócios imobiliários ligados a milicianos na Zona Oeste do Rio

Foto: Gustavo Moreno/STF Familiares de Marielle Franco acompanham o julgamento que acontece no STF.
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  • O Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de dois mil e dezoito, no Rio de Janeiro.
  • O vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, defende a total procedência da denúncia e a indenização às famílias das vítimas.
  • A acusação sustenta que os irmãos Brazão atuavam junto a milicianos no setor imobiliário, criando um reduto político e organizando ocupação irregular de terras, exploração de serviços e domínio territorial.
  • O Ministério Público afirma que, após consolidar o controle, o grupo cobrava por serviços como energia, internet e TV a cabo, fortalecendo poder econômico e eleitoral.
  • Ainda segundo a denúncia, suspeitos teriam monitorado Marielle e influenciado investigações: Rivaldo Barbosa, Ronald Fonseca e Robson Fonseca são apontados, respectivamente, como operador político, monitor de agenda e elo entre os irmãos e milicianos.

O STF iniciou nesta terça-feira 24 o julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, no Rio de Janeiro, em 14 de março de 2018. A sessão relembra etapas já cumpridas e delimita o campo de defesa.

A PGR, representada pelo vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand, defende a condenação integral e a indenização às famílias das vítimas. Segundo ele, irmãos Brazão atuaram com milicianos para proteger interesses imobiliários.

Para a acusação, o grupo atuaria em conluio com milicianos na Zona Oeste do Rio, ocupando terras, cobrando serviços e ganhando força política local a partir de 2000. Mensagens de celulares são citadas como evidência de monitoramento.

O relato aponta ainda que Rivaldo Barbosa, então diretor da DH da Polícia Civil, usaria a autoridade para interferir no planejamento e desviar investigações, buscando proteger os mandantes. Ronald Fonseca seria responsável pelo monitoramento da agenda de Marielle.

Robson Fonseca, policial e segurança de Domingos Brazão, seria o elo entre os Brazão e milicianos, intermediando negócios imobiliários irregulares e cobranças de devedores. A defesa ainda não apresentou a versão completa.

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