- Antonio Tejero Molina, militar da Guarda Civil, morreu aos 93 anos em Alzira, Valencia, cercado pela família.
- Liderou a tentativa de golpe de 1981, ocupando o parlamento espanhol com homens armados por cerca de 17 horas.
- O objetivo era impor uma ditadura, interrompendo a posse de um governo democráticamente eleito após a ditadura de Franco.
- O rei Juan Carlos I apoiou publicamente o governo democrático, contribuindo para o fracasso do golpe; Tejero foi condenado a 30 anos de prisão.
- Após a libertação em 1996, manteve vida discreta, vendeu pinturas e, em entrevista, disse não se arrepender de ter tentado o golpe; criou o partido Solidaridad Española, sem sucesso eleitoral significativo.
Antonio Tejero, lenda do Franco e líder da tentativa de golpe de 1981, morreu aos 93 anos. A notícia foi divulgada nesta semana pela defesa da família, em Alzira, na região de Valencia, onde faleceu.
O episódio de 1981 ficou conhecido pela tentativa de tomada do poder na Espanha, quando Tejero invadiu o Congresso com homens da Guarda Civil e manteve deputados como reféns por cerca de 17 horas. O resultado do confronto acelerou a consolidação da democracia no país.
Na época, a ação buscava impor um retorno ao regime autoritário de Franco. A reação do rei Juan Carlos I, que apoiou o governo democrata, foi determinante para o fracasso do golpe.
Morte de Tejero
A assessoria jurídica da família informou que Tejero faleceu de forma tranquila, cercado pelos familiares e após receber os sacramentos. A data da morte foi anunciada nesta semana e a família não divulgou detalhes adicionais sobre o velório.
Antonio Tejero Molina nasceu em 30 de abril de 1932, em Málaga. Seguiu carreira na Guarda Civil e ascendeu rapidamente, mantendo uma visão alinhada ao franquismo. Em 1978 conspirou para ocupar o palácio de La Moncloa, em Madrid, em um plano abortado que resultou em prisão.
Após a morte de Franco, Tejero planejou novamente a derrubada do governo democraticamente eleito. Foi julgado e condenado a 30 anos de prisão, ao lado de Jaime Milans del Bosch, por participação na tentativa de golpe.
Liberado em 1996, Tejero passou a viver de atividades como a venda de pinturas e participou de poucas aparições públicas. Em entrevistas, manteve posição de apoio a Franco e não reconheceu arrependimento pela ação de 1981.
A vida de Tejero reflete o conflito vivido pela Espanha durante a transição democrática, marcada pela resistência de setores do aparato militar às mudanças ocorridas após o fim do domínio franquista.
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