- A Polícia Federal cumpriu quarenta e dois mandados de busca e apreensão nesta manhã, em ação que mira desvios em emendas parlamentares usadas em contratos públicos.
- São alvos o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, que já ocupou cargos no governo e no Senado.
- A Liga Engenharia, ligada a um familiar de Bezerra Coelho, é uma das empresas investigadas.
- A PF apura direcionamento de licitações da Codevasf e de prefeituras vencidas pela Liga Engenharia, com parte dos recursos supostamente usados para pagamento de propina.
- A operação, chamada Vassalos, investiga crimes licitatórios, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, ocorrendo em Pernambuco, Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Bahia, com autorização do Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira 42 mandados de busca e apreensão em uma ação que visa apurar desvios envolvendo emendas parlamentares. Os investigadores focam contratos públicos que teriam sido superfaturados ou direcionados por meio de licitações. A operação está em andamento em diferentes estados do país.
Entre os alvos estão o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, que já ocupou o cargo de ministro no governo Dilma Rousseff e liderou o governo de Jair Bolsonaro no Senado. A PF também investiga a participação de empresas ligadas ao grupo.
Uma das empresas citadas é a Liga Engenharia, associada a um parente de Bezerra Coelho. Segundo a investigação, haveria direcionamento de licitações da Codevasf e de prefeituras para a empresa, com parte dos valores desviados supostamente utilizado para pagamento de propina.
Avanços da investigação e áreas atingidas
A PF apura crimes licitatórios, como frustração do caráter competitivo e fraude em licitação, bem como peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os mandados estão sendo cumpridos em Pernambuco, Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Bahia.
A ação, batizada de operação Vassalos, foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A PF informou que a investigação aponta para uma organização que envolve agentes públicos e privados.
Contexto institucional
Segundo a instituição, o esquema envolveria o desvio de recursos de emendas parlamentares por meio do direcionamento de licitações a uma empresa vinculada ao grupo. O objetivo seria a ocultação de patrimônio e o pagamento de vantagens indevidas. As apurações continuam em andamento.
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