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Enchentes em Minas soterram Zema

Enchentes em Minas devastam cidades, deixam dezenas de mortos e expõem queda de recursos para a Defesa Civil sob o governo Zema

24.fev.2026 - Vista área de deslizamento no bairro parque Jardim Burnier, em Juiz de Fora (MG)
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  • Enchentes em Minas deixaram ao menos 46 mortos confirmados e atingiram cidades como Juiz de Fora e Ubá, com regiões inteiras devastadas.
  • Autoridades afirmam ter emitido alertas por SMS, realizado resgates de quase cem pessoas durante a madrugada e mobilizado equipes, kits humanitários e maquinário; foram anunciados R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá.
  • O governo mineiro destaca o uso do sistema Mapeia Minas, com inteligência artificial para monitoramento de risco, e defender que o episódio foi climático extremo e imprevisível.
  • Dados orçamentários indicam queda significativa: em 2023 foram investidos cerca de R$ 134,8 milhões em ações contra enchentes (valor real até fev. de 2026 é de aproximadamente R$ 151,6 milhões); na LOA de 2025 a previsão caiu para R$ 5,8 milhões, com veto ao artigo 22 que impediu vinculação de recursos para a Defesa Civil.
  • A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, pediu solidariedade entre entes federativos e ressaltou a ausência de verba específica, enquanto críticas sobre gestão e coordenação de doações ganham força durante a crise.

O estado de Minas Gerais enfrenta uma segunda frente de temporais que deixou registros de deslizamentos e enchentes em várias regiões. Até o momento, dezenas de mortos foram confirmados, com cidades inteiras isoladas e milhares de famílias desabrigadas. O governador e autoridades locais acionaram setores de Defesa Civil, bombeiros e forças de segurança para as operações de resgate.

A prefeitura de Juiz de Fora confirmou deslizamentos no bairro Parque Jardim Burnier, entre outros pontos da Zona da Mata. Equipes de resgate trabalham de forma contínua, com apoio de maquinário e kits de ajuda humanitária para atender famílias atingidas. O equilíbrio entre amparo imediato e planejamento de longo prazo continua em debate.

O governador Romeu Zema e o governo estadual destacaram que o episódio é resultado de chuvas intensas de origem climática extrema, não de falhas estruturais pontuais. Alertas por SMS foram enviados na noite anterior à calamidade, segundo a gestão estadual, que também aponta mobilização de Forças de Bombeiros, Polícia Militar e Defesa Civil.

Foram anunciados recursos emergenciais: cerca de 38 milhões de reais para Juiz de Fora e 8 milhões para Ubá, com o uso do sistema Mapeia Minas, que monitora riscos por meio de inteligência artificial. Ainda assim, a administração estadual admite que medidas de prevenção precisam de continuidade e ampliação.

Contexto

A gestão estadual enfrentou críticas sobre prioridades de orçamento voltadas para a Defesa Civil nas LOAs anteriores. Em 2023, ações de infraestrutura somaram cerca de 134,8 milhões de reais (valor de 2026 reajustado). Em 2025, a previsão orçamentária para o setor sofreu redução expressiva.

Ações e desdobramentos

O governo aponta que quase cem pessoas foram resgatadas com vida e que assistência humanitária está sendo organizada. A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, afirmou que há solidariedade entre entes federativos, mas destacou limitações orçamentárias para novas ações. O tema da cooperação entre governo estadual e prefeituras permanece em pauta.

O cenário político local envolve o governador e seu vice, Mateus Simões, com discussões sobre estratégias de apoio e, em alguns casos, disputas políticas que costumam emergir após desastres. As autoridades reforçam a necessidade de coordenação para evitar atrasos na distribuição de doações e recursos.

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