- Ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram pela condenação dos irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão por planejar e comandar a morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
- Também foram condenados Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar, e Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor dos Brazão, pela participação na organização criminosa.
- Sobre Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, acusado de delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio, houve entender de que não há prova específica de participação nos assassinatos, mas houve reconhecimento de obstrução à Justiça e corrupção.
- A votação ainda segue com os ministros Flávio Dino e Carmen Lúcia; a condenação depende da maioria da turma, com voto de três magistrados.
- Durante o voto, Zanin reforçou a ideia de que a impunidade histórica de milícias alimenta a violência e que matar para milícias é tirar “uma pedra do caminho”.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, acompanhou o relator Alexandre de Moraes e votou nesta quarta-feira (25) pela condenação dos irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão por planejar e mandar matar Marielle Franco e Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro. Zanin também pediu a condenação de Ronald Paulo Alves Pereira, major da PM, pelos homicídios, e de Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão, pela participação na organização criminosa.
Moraes manteve o entendimento inicial de condenação, com base nas provas apresentadas no processo. O voto de Zanin seguiu na íntegra a linha do relator, reforçando a tese de participação dos réus na organização criminosa ligada a milícias.
No caso de Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ, a dupla disse entender não haver prova específica de participação nos assassinatos. Contudo, apontaram crimes de obstrução à Justiça e corrupção.
Situação atual dos votos
Ainda não houve manifestação dos ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia, e a condenação depende da maioria da turma.
A votação ocorre no Brasil, com o caso envolvendo Marielle Franco, vereadora do PSOL assassinada em 2018, e o motorista Anderson Gomes, no centro do Rio de Janeiro. O desfecho depende da contagem dos votos dos demais magistrados.
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