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MP-RJ reabre apuração contra Carlos Bolsonaro por suposta rachadinha

MP-RJ reabre apuração contra Carlos Bolsonaro por possível esquema de rachadinha entre 2005 e 2021, com desvio de até R$ 1,7 milhão e 25 suspeitos

O ex-vereador fluminense Carlos Bolsonaro. (Foto: Isaac Fontana/EFE)
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  • O Ministério Público do Rio de Janeiro reabriu a apuração contra o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) por suspeita de rachadinha durante o mandato na Câmara do Rio.
  • A investigação aponta desvio de parte dos salários de assessores entre 2005 e 2021, com valores que podem chegar a R$ 1,7 milhão.
  • O arquivamento de 2024 foi reavaliado após parecer que apontou falhas e recomendou aprofundar as apurações.
  • Em 9 de fevereiro, o caso foi encaminhado à 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada; não há prerrogativa de foro, permitindo análise na primeira instância.
  • Ao menos 25 pessoas teriam ligação com o esquema, incluindo Ana Cristina Siqueira Valle, ex-madrasta de Carlos Bolsonaro, e o então chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes; Carlos deixou o cargo em dezembro de 2025 para disputar o Senado por Santa Catarina.

O Ministério Público do Rio de Janeiro reabriu a investigação contra o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) por suspeita de rachadinha durante o mandato na Câmara do Rio. A reabertura ocorreu após novo parecer apontar falhas no arquivamento de 2024.

A denúncia aponta um possível esquema entre 2005 e 2021, com desvio de parte dos salários de assessores. O valor estimado pelas investigações chega a 1,7 milhão de reais.

Ao menos 25 pessoas teriam participação, segundo o MP, incluindo a ex-madrasta Ana Cristina Siqueira Valle e o então chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes. Fernandes, conforme o MP, orientaria nomeações para repasse de verbas salariais.

A decisão formalizou-se em 9 de fevereiro. O processo foi enviado à 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada. A prática também levou em conta a inexistência de prerrogativa de foro para vereador.

Contexto e próximos passos

O MP afirma que a continuidade das investigações é necessária. Carlos Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre a reabertura do caso, e a defesa aguarda retorno.

Carlos Bolsonaro deixou o cargo em dezembro de 2025 para disputar o Senado pelo estado de Santa Catarina. O desfecho da apuração permanece em aberto, com novas diligências ainda previstas.

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