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PF aponta desvios envolvendo deputado e ex-senador via empresa de automóveis

PF aponta uso da Bari Autmóveis Ltda por Bezerra Coelho e Fernando Filho para recebimento de valores de terceiros em suposto esquema de desvios de recursos públicos

O ex-senador Fernando Bezerra Coelho
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  • A Polícia Federal identificou uso da Bari Autmóveis Ltda por o deputado Fernando Coelho Filho e pelo pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, em suposto esquema de desvio de recursos públicos.
  • A operação ocorrida na manhã de hoje cumpriu quarenta e dois mandados de busca e apreensão; Miguel Coelho, outro filho de Bezerra, também foi alvo.
  • A PF apurou fortes indícios de que Bezerra e o filho seriam os verdadeiros donos da Bari, com documentos sobre o controle de vendas localizados em um HD e conversas de WhatsApp indicando poder decisório.
  • Segundo investigadores, os valores destinados àquela empresa estariam indo diretamente para Bezerra e seu foro de atuação, com demonstrações fiscais e balanços enviados a ele.
  • Dados da Bari também foram encontrados em celular apreendido do deputado Fernando Filho; defesa de Bezerra e de Fernando Filho afirmou não ter acesso à decisão que autorizou a operação.

A PF identificou que o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e o pai dele, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, utilizaram a Bari Autmóveis LTDA como parte de um possível esquema de desvio de recursos públicos. A operação ocorreu pela manhã, com o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão em contratos vinculados a emendas parlamentares.

Miguel Coelho, outro filho de Bezerra, também foi alvo de busca. A ação mira desvios em contratos públicos custeados por emendas parlamentares, apurando a participação de familiares na estrutura investigada.

Elementos apurados pela PF

A investigação aponta elevadas movimentações de dinheiro envolvendo a Bari Autmóveis LTDA. A empresa tinha um tio do ex-senador como sócio e seria utilizada para receber valores de terceiros, segundo os relatos da PF.

Documentos indicam que Bezerra e Fernando Filho seriam os verdadeiros donos da Bari. Entre os indicativos estão controle de vendas registrado em um HD, mantido por uma secretária do ex-senador, e conversas de WhatsApp que demonstram poder decisório sobre a firma.

Indícios em sede de investigação

Um sábado na sede da Bari chamou a atenção por suposta prestação de contas sobre o controle de vendas, conforme apurado. E-mails com demonstrações fiscais, balancetes e resultados também foram localizados.

Para a PF, o ex-senador exerceria poder efetivo sobre a empresa, com valores destinados a Bari em benefício direto dele, segundo o relatório.

Documentos e apuração em outros dispositivos

Dados da Bari foram encontrados em um celular apreendido na casa de Fernando Filho, incluindo conversas de WhatsApp e documentos ligados à empresa.

Bezerra, que já ocupou o Ministério da Integração Nacional no governo Dilma e foi líder do Senado em gestões anteriores, é alvo de investigação quanto a suposto direcionamento de licitações na Codevasf e em prefeituras associadas à Liga Engenharia, com possível pagamento de propina.

Defesa e próximos passos

A defesa de Bezerra e de Fernando Filho afirmou que ainda não teve acesso à decisão que autorizou a operação e que pedirá o envio dos autos para manifestação no processo.

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