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Congresso não deve conseguir livrar Trump das tarifas

Corte Suprema derruba tarifas de Trump; Congresso reluta em legalizá-las, abrindo caminho incerto para nova ação econômica

U.S. President Donald Trump arrives to deliver his State of the Union address in the House Chamber of the U.S. Capitol in Washington, on Feb. 24.
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  • A Suprema Corte considerou ilegais as tarifas do presidente Donald Trump; mesmo assim, ele impôs tarifas temporárias de 10% sob outra base legal, com ameaça de chegar a 15%.
  • A extensão além de cento e cinquenta dias depende de ação do Congresso; se o caminho for pela seção 122 da Lei de Comércio de 1974, o Legislativo precisa se posicionar.
  • Trump afirmou no discurso ao Congresso que a ação do Congresso não seria necessária, alegando que muitos acordos comerciais já existentes seriam mantidos.
  • Alguns republicanos já votaram contra as tarifas ou concordam com a decisão da Suprema Corte sobre a interpretação da Lei de Poderes Econômicos de Emergência; há defensores da codificação das tarifas pelo Congresso.
  • O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que é difícil encontrar consenso para codificar as tarifas neste ano, enquanto democratas criticam a estratégia de tarifas do governo.

O Supremo Tribunal dos EUA derrubou, na semana passada, a base legal usada pelo presidente Donald Trump para impor tarifas. A decisão tornou ilegal o uso de certas autoridades de emergência para taxar importações, citando limites constitucionais. A repercussão afeta a estratégia de comércio do governo.

Após o veredito, Trump anunciou tarifas globais de 10% sob outra base legal, com ameaça de aumentar para 15%. A nova medida não substitui o mecanismo anulado, mas depende de autorização do Congresso para valer por mais de 150 dias.

Mudanças na lei de tarifas?

A regra vigente, chamada Seção 122 da Trade Act de 1974, permite tarifas por até 150 dias. Extendidas além desse prazo, exigem aprovação legislativa. A isso, o presidente terá de justificar um plano ao Congresso.

Senadores republicanos afirmaram que, se mantiver a prática pela Seção 122, o Congresso precisará se posicionar. A avaliação é de que a decisão judicial pressiona o Legislativo a agir sobre a estratégia de tarifas.

Reação no Congresso

Alguns republicanos já se posicionaram contra as tarifas em votações lideradas pela oposição para encerrar as tarifas à Canadá. Outros membros declararam que concordam com a decisão da Suprema Corte de considerar inconstitucional a leitura de IEEPA.

Passos a favor de codificar as tarifas têm apoio de alguns. Um grupo restrito de republicanos defende que o Congresso trate a legalização das tarifas anuladas. Ainda assim, o presidente enfrenta resistência interna para avançar com esse caminho.

Perspectivas e impactos

Especialistas internacionais apontam que a decisão judicial enfraquece o uso coercitivo de tarifas na geopolítica econômica. A prática de pressionar parceiros para concessões em investimentos e migração passa por sanções mais limitadas.

Alguns membros do Legislativo destacam que a tributação sobre produtos importados aumenta custos para o consumidor americano. A avaliação comum é de que qualquer movimento para codificar as tarifas exigirá amplo consenso entre as bancadas.

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