- A CPI do Crime Organizado pode quebrar sigilos da empresa Maridt Participações, ligada ao ministro Dias Toffoli, após a apuração, com a empresa obrigatoriamente fornecer informações.
- Fornece-se depoimento de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e Toffoli; também foram convidados Alexandre de Moraes e a esposa (não são obrigados a comparecer).
- A cientista política Júlia Lucy elogiou o andamento da CPI; Deltan Dallagnol afirma que a abertura da “caixa preta” pode revelar o que Toffoli esconde.
- Há negociação de delação premiada envolvendo dois servidores do INSS, Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, que podem implicar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
- A defesa de Lulinha classifica as informações como factoides e pediu ao Supremo acesso à investigação; especialistas veem a delação como potencial ponto de partida para novas apurações.
A CPI do Crime Organizado pode abrir a chamada “caixa preta” da empresa Maridt Participações, ligada ao ministro Dias Toffoli, do STF. Segundo o programa Última Análise, houve quebra de sigilo da empresa por suspeita de pagamentos provenientes do Banco Master. A investigação envolve a Petrobras? Não. O foco é a atuação de Toffoli na relação com a empresa.
A empresa Maridt Participações terá sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático quebrados para subsidiar a apuração da CPI. O Banco Central não comentou o caso até o momento. O depoimento pode mostrar se houve repasses financeiros suspeitos ao ministro.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco, deverá prestar depoimento, assim como Toffoli. Convites aprovados para ouvir o ministro Alexandre de Moraes e Viviane Barci foram considerados, porém a presença não é obrigatória.
Deltan Dallagnol, ex-procurador, afirma que o andamento da CPI já representa uma vitória do Legislativo. Ele ressalta que a abertura de sigilos pode revelar materiais relevantes no caso.
Delação envolvendo servidor do INSS
Segundo o Metrópoles, negocia-se delação premiada de dois servidores do INSS, Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis. Eles estão presos desde novembro de 2025 na Operação Sem Desconto da PF. Acordo envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula.
Defesa de Lulinha contesta as informações, classificando-as como factoides e solicitando acesso à investigação pelo STF. Dallagnol afirma que a delação pode servir de partida para novas apurações, não de conclusão.
O Última Análise é transmitido ao vivo pela Gazeta do Povo no YouTube, das 19h às 20h30, de segunda a sexta. A proposta é discutir temas relevantes com profundidade, mantendo o tom técnico e objetivo.
Entre na conversa da comunidade