- A CPMI do INSS aprovou a convocação de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master, e o acesso a dados financeiros sigilosos de 2015 a 2025.
- Foram aprovadas ainda medidas para a quebra de sigilos da CredCesta, ligada a carteiras de crédito ofertadas a servidores, aposentados e pensionistas.
- Também entraram na lista nomes de instituições financeiras,como Banco BMG, PicPay, Santander, C6 Consignado e Crefisa, com requerimentos de sigilos.
- Operadores e intermediários do esquema, como Gustavo Marques Gaspar e Andre Luis Dantas Ferreira, também tiveram requerimentos de convocação aprovados.
- A comissão pediu informações do INSS e da Dataprev, com foco nos sistemas de consignação, auditadas pela CGU; houve ainda quebra de sigilo de Fabio Luis Lula da Silva, o “Lulinha”, o que gerou confusão durante a sessão.
A CPMI do INSS aprovou um conjunto de requerimentos contra o ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, atual controlador do Banco Pleno, por suspeitas de irregularidades na concessão de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas, no âmbito de um esquema de fraude investigado pela Polícia Federal no ano passado. Foram aprovadas cinco convocações de Lima e uma autorização para acesso a dados financeiros sigilosos entre 2015 e 2025.
A intenção é apurar a atuação de Lima, bem como possíveis vínculos com instituições financeiras e empresas envolvidas na concessão de crédito a beneficiários do INSS. A comissão também autorizou a quebra de sigilo da CredCesta, que integrou as carteiras de crédito ofertadas a servidores, aposentados e pensionistas.
Entre os convocados estão nomes de instituições bancárias, como Marcio Alaor de Araujo, do Banco BMG e PicPay, além de Mario Roberto Opice Leao, do Santander, Marcelo Kalim, do C6 Consignado, e Leila Pereira, presidente da Crefisa. Também houve atuação de operadores e intermediários na linha de investigação.
Gustavo Marques Gaspar foi apontado como alguém com ligação ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, tido como operador do esquema. Andre Luis Dantas Ferreira foi indicado em múltiplos requerimentos de convocação e seria o articulador da fraude em Sergipe.
Os parlamentares aprovaram requerimentos de informações ao INSS e à Dataprev, com foco nos sistemas de consignação e nos prejuízos aos beneficiários. A Controladoria-Geral da União foi acionada para envio de auditorias e relatórios, ampliando o escopo da perícia.
Entidades associativas e sindicatos ligados a aposentados tiveram sigilos bancário e fiscal quebrados em bloco, em busca de evidências de participação nesses descontos indevidos. A finalidade é esclarecer responsabilidades e eventuais abusos nas regras de concessão.
Durante a sessão, também foi autorizado o levantamento de dados sobre o empresário Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão provocou tumulto e a sessão foi interrompida, sendo retomada pouco depois.
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