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CPMI aprova quebra de sigilo de Lulinha por suspeita de fraude no INSS

CPMI aprova a quebra de sigilo de Lulinha da Silva por suspeita em esquema do INSS, embasada em investigações da Polícia Federal

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  • A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de envolvimento no esquema de fraudes no INSS.
  • O pedido, apresentado pelo relator Alfredo Gaspar com base em representação da Polícia Federal, visa apurar se Lulinha foi destinatário indireto de repasses investigados.
  • A votação foi simbólica, e a base governista não conseguiu superar a oposição.
  • A PF aponta três menções ao nome de Lulinha nos autos, incluindo possíveis vínculos com o lobista Careca do INSS e operações ligadas a cannabis medicinal e a um suposto “kit de dengue”, com benefícios financeiros mencionados.
  • Também há indícios de que Roberta Luchsinger atuaria como intermediária financeira; mensagens sugerem obstrução. Lula afirmou ao UOL que o filho pode pagar o preço se houver envolvimento.

A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilos de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, por suspeitas ligadas a fraudes no INSS. O pedido envolve sigilo bancário e fiscal e foi apresentado com base na representação da Polícia Federal. A finalidade é apurar se Lulinha recebeu repasses indiretos no esquema investigado.

O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), informou que a PF aponta três menções ao nome de Lulinha nos autos. Um ex-sócio do lobista conhecido como Careca do INSS teria dito que o jovem seria “sócio” do grupo envolvido em um projeto de cannabis medicinal, com possível recebimento de recursos.

Segundo relatos da PF, há registro de emissão de passagens aéreas com o mesmo localizador para Lulinha e Roberta Luchsinger, o que, na visão dos investigadores, indicaria vínculo entre ambos. Não houve confirmação de quem pagou pelos bilhetes.

Roberta Luchsinger ficou sob foco da operação Sem Desconto. A PF afirma que ela integrava o núcleo político do grupo de Careca do INSS e atuou na movimentação de valores e na estruturação de empresas usadas para ocultar patrimônio.

Além disso, houve mensagens interceptadas em que o Careca orienta pagamento de 300 mil reais “para o filho do rapaz”, interpretado pela PF como referência direta a Lulinha. O requerimento sustenta a hipótese de atuação dele como sócio oculto do lobista.

Gaspar também citou indícios de que Roberta Luchsinger atuaria como intermediária financeira em repasses investigados. Em trechos das mensagens, ela diz “some com esses telefones” após fases da operação, o que poderia indicar tentativa de obstrução.

Em entrevista ao UOL, o presidente Lula disse que o filho “vai pagar o preço se estiver envolvido” e que conversou com Lulinha quando surgiram as primeiras notícias. O presidente afirmou que, se houver irregularidade, o filho deverá responder por isso.

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