- A Polícia Federal prendeu temporariamente o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, na segunda fase da Operação Lamaçal, desdobramento da investigação sobre desvios de recursos federais destinados a enchentes de vinte e vinte e quatro.
- A ação envolve um mandado de prisão temporária adicional e mais vinte buscas e apreensões, determinadas pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região; contratos com indícios de desvio somam 120 milhões de reais.
- A PF aponta direcionamento de licitações envolvendo três contratos da prefeitura de Lajeado com empresas de um mesmo grupo econômico; há indícios de que as propostas não foram as mais vantajosas e de pagamentos acima do preço de mercado.
- A Justiça determinou o afastamento do cargo de dois investigados; foram apreendidos três veículos, aparelhos eletrônicos e documentos.
- Caumo governou Lajeado entre 2017 e 2023; na gestão atual do Rio Grande do Sul, atuou como secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano e pediu exoneração após a operação Lamaçal, deflagrada em novembro.
O ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, foi preso pela Polícia Federal em uma operação ligada a desvios de recursos públicos federais repassados ao município durante as enchentes de 2024. A ação, denominada segunda fase da Operação Lamaçal, envolve mandado de prisão temporária.
A PF cumpriu ainda outro mandado de prisão temporária e 20 de busca e apreensão, expedidos pelo TRF-4. Os contratos investigados somam, segundo a PF, cerca de R$ 120 milhões, com indícios de desvios, uso indevido de verbas públicas e fraude em licitações.
Análise inicial dos materiais apreendidos aponta suposto direcionamento de licitações. Há indícios de que três licitações da prefeitura de Lajeado, voltadas a serviços de assistência social, favoreceram empresas de um mesmo grupo econômico, com pagamentos acima de preços de mercado.
Caumo governou Lajeado entre 2017 e 2023. A PF também investiga contratos firmados logo após declaração de calamidade pública. O ex-prefeito atuou como secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano no governo Gaúcho, mas pediu exoneração após a deflagração da operação Lamaçal em novembro.
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