- Gilmar Mendes defendeu o STF durante discurso pelos 135 anos da Corte, dizendo estar muito tranquilo com o inquérito das fake news, que apoiou desde o início.
- Ele lembrou momentos de intimidação ao tribunal no passado e afirmou que, sem o inquérito, o Brasil poderia ter enfrentado grave crise democrática.
- A Ordem dos Advogados do Brasil pediu o encerramento do inquérito, apontando aumento de escopo e da duração como fragilidades para a segurança jurídica.
- Mendes criticou a cobertura da imprensa, ressaltando decisões em defesa da liberdade de imprensa e o desmantelamento da Lava Jato.
- O tema ganhou repercussão internacional, com a The Economist avaliando, em artigo, supostas ligações entre o STF e o Master; o ministro não mencionou o caso Master em seu discurso.
Gilmar Mendes defende o STF durante os 135 anos da Corte, afirmando estar “muito tranquilo” com o inquérito das fake news. O ministro participou de um discurso no plenário nesta quinta-feira (26), em referência ao atual momento de crise de credibilidade da instituição.
O tema central foi a história da corte diante de pressões e ameaças ao longo das décadas, das intimações durante os períodos de Vargas e da ditadura, até as provações verificadas após a eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Mendes reforçou que houve momentos de desafio institucional.
No foco do inquérito das fake news, ele destacou a decisão da presidência do STF, na época, de designar Alexandre de Moraes para acompanhar as investigações. O ministro disse estar tranquilo por ter apoiado a medida desde o início, sem especular sobre desfechos da história.
A Ordem dos Advogados do Brasil pediu ao STF o encerramento do inquérito, alegando fragilidade jurídica por alargamentos de escopo e prazos. O pedido ocorreu após avanços recentes na apuração, incluindo críticas de representantes de auditores à atuação de Moraes.
No plenário, Mendes ressaltou que o tribunal enfrentou ameaças autoritárias nos últimos anos e que a resposta firme do STF foi decisiva para evitar o colapso da democracia. O ministro citou decisões contra o governo na pandemia e na Lava Jato como exemplos do papel da Corte.
Em relação à imprensa, o ministro afirmou que a cobertura tem sido variada e pediu parcimônia ao tratar decisões de liberdade de imprensa. Questionou a condução de informações envolvendo a operação e pediu equilíbrio na crítica.
No encerramento de seu discurso, Mendes elogiou novamente o papel do STF e sua legitimidade junto à população, sem fazer menção direta ao caso Master. O tom foi de defesa institucional, mantendo a posição de neutralidade.
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